Higiene no Sistema de Ordenha

Já abordamos muito as questões das partes de borrachas (teteiras e juntas), mangueiras e demais itens que possuem vida útil para utilização e verificamos o que pode ocorrer com uso prolongado desses produtos.

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Verificamos as formas de regulagem de vácuo e configurações dos sistemas de ordenhas para uma performance boa na ordenha, mas não poderíamos deixar de fora outra operação muito importante em uma sala de ordenha que é o protocolo de limpeza dos sistemas de ordenhas.

Esse processo é também de extrema importância para alcançar padrões de qualidade higiênica no leite e vai variar conforme o modelo de sistema de ordenha instalado na fazenda. Sabemos que poderemos encontrar no Brasil uma variedade de sistemas como: balde ao pé, transferidores e canalizados.

Entretanto antes de adentrar nos protocolos de lavagem propriamente dito, precisamos saber se o meio onde diluiremos os detergentes possui uma adequada qualidade físico química para realizar o processo de lavagem com eficiência.

Portanto para que possamos garantir a eficiência da lavagem é de grande valia os exames de qualidade da água para que possamos, se necessário, realizar as correções para que a mesma tenha um status adequado para o propósito que será usada. Além da parte microbiológica que devemos corrigir, outro fator muito corriqueiro no interior do Brasil é o que chamamos de “água dura” ou “salobra” ou seja, água com alto índice de sais dissolvido nela que poderá causar certos problemas para a ordenha.

Sendo assim um dos passos importante nesse processo é a fazenda conhecer a qualidade da sua água, que também influencia em outros fatores de produção que estão abordados em outros textos no próprio site MilkPoint. De posse desse conhecimento podemos então partir para as próximas etapas do protocolo de lavagem.

Na tabela abaixo vamos conhecer um pouco da composição do leite e assim entender as etapas de lavagem e sua importância para remoção dos componentes do leite no sistema de ordenha.

Composição Leite de Vaca
Água ————– 88 gr
Proteína ———- 3,2 gr
Gordura ———– 3,4 gr
Lactose ———– 4,7 gr
Minerais ———- 0,72 gr
Energia ———– 61 Kcal
*Referência da porção 100 gr

Conforme observamos na tabela o leite possui vários ingredientes os quais, se permanecerem parados em recipientes, utensílios e equipamentos, criam excelente oportunidade para o desenvolvimento de microrganismos.

De modo a evitar este problema, todos as partes que tenham contato com o leite devem ser muito bem higienizadas imediatamente após o término da ordenha, primeiramente com enxágue bem feito para facilitar a limpeza química e por fim, o uso de sanitizantes completando o processo da boa higienização.

Salientando novamente a importância da água que influencia na eficiência dos detergentes conforme comentamos no início deste texto, entretanto devemos ter especial atenção a outros três parâmetros para máxima eficiência da lavagem que são a concentração de detergente, temperatura da água e tempo de duração de cada etapa do processo de lavagem.

Vamos entender os detergentes. Geralmente visualizamos nas lojas tipos diferentes de detergentes como alcalinos, ácido e sanitizantes para ordenhadeira. Nesse texto não abordaremos as limpezas dos tetos, outra operação essencial para a qualidade, realização da pré-ordenha, checagem dos primeiros jatos de leite e do pós-ordenha.

Função do detergente alcalino: esse produto é responsável por remover a gordura e proteína principalmente do sistema de ordenha para que não haja proliferação bacteriana.

Função do detergente ácido: remover os minerais do sistema de ordenha e prevenir a formação de pedra do leite em regiões de água dura.

Função do sanitizante: antes do início da sessão de ordenha para prover um ambiente no sistema de ordenha mais limpo.

Mas para obtermos sucesso em nosso protocolo devemos estar atento a diluição, temperatura e duração do ciclo de lavagem e para isso existem muitas soluções:

Diluição – buscar fornecedores com conhecimento técnico de seus produtos e seguir as recomendações descritas nos rótulos dos produtos utilizando ferramentas para que a diluição seja mais assertiva possível.

Temperatura – existem no mercado tanques aquecedores de água elétrico e até mesmo com energia solar para esse fim. Esses tanques estão dotados de termostatos que mantém a água na temperatura que desejamos. Alguns possuem isolamento térmico e outros não servem apenas para aquecer a água, mas tem o recurso de manter a mesma quente por tempo prolongado sem consumo de energia.

Tempo do ciclo é muito importante entender que por mais que o tempo seja respeitado temos uma outra situação a verificar para que tenhamos certeza de que o ciclo está desempenhando o papel satisfatório.

Portanto, a eficiência de detergentes e de sanitizantes está na dependência da temperatura da solução e da concentração adotada, influenciadas pela qualidade da água de cada local. Por exemplo, na limpeza automática do equipamento de ordenha mecânica, imediatamente após o término da ordenha deve-se fazer o enxágue com água morna à temperatura de 35º a 40ºC para retirar os resíduos de leite, utilizando o volume necessário para que na saída a água esteja límpida. Esta água não deve ser reutilizada nesse procedimento e o equipamento deve ser totalmente drenado. Salienta-se a importância da temperatura da água neste processo. Caso ela esteja inferior a 35ºC, poderá ocorrer a fixação de sujidades nas tubulações e acima de 45ºC, poderá ocorrer o cozimento das proteínas do leite, com a sua fixação nas superfícies.

Após essa etapa, conhecida como “pré-enxágue”, deve se circular por média dez minutos uma solução com detergente alcalino clorado à temperatura inicial entre os 70º a 75º C e à temperatura final mínima, de saída, de 40ºC, com posterior drenagem do equipamento. Novamente, as temperaturas são importantes. Por um lado, caso a temperatura final seja inferior a 40ºC, o detergente não será eficiente. Por outro lado, se a temperatura inicial for superior a 80ºC, haverá maior chance de evaporação do detergente alcalino.

Recomenda-se a utilização de detergente ácido após o uso do detergente alcalino. Anteriormente, era feita a indicação de lavagem semanal com o produto ácido, mas, em locais onde a água possui quantidade grande de minerais que ocasionam as chamadas “pedras do leite” ou sistemas de ordenhas com medidores eletrônicos com sensor de medição por eletrodo, deve-se aumentar a periodicidade da aplicação deste tipo de detergente, com temperatura de entrada no sistema de 35ºC a 45ºC e circulação mínima durante dez minutos. O equipamento deve ser sanitizado antes da próxima ordenha.

No caso do tanque de expansão, devem ser realizados os mesmos procedimentos aplicados ao equipamento de ordenha e na mesma sequência, com o cuidado de que o material utilizado para esfregar o interior do tanque não provoque ranhuras, nas quais pode haver depósito de microrganismos, cuja remoção será trabalhosa. Nos tanques com lavagem automática ajustar bem os ciclos e certificar que todas as mangueiras estejam integras e que haja detergente nos galões.

Acessórios para a lavagem:

Sistema Balde ao Pé: Geralmente são dotados de escovas, e guias para lavagem manual dos conjuntos e teteiras.
Entretanto ainda há a opção da utilização do “Lavador Automático” que realiza a circulação do produto com auxílio do vácuo da própria ordenhadeira.

Sistema Canalizado: Nos sistemas canalizados também há opção de automatizar a limpeza através dos “Programadores de Lavagem”. Existem muitas opções, inclusive com números de bombas peristálticas, os mais completos, que controlam os 3 detergentes: alcalino, ácido e sanitizante. Devemos ter atenção nos detergentes dos galões e nas mangueiras para que a dosagem esteja sempre correta.

Tanques Expansão: Os tanques de resfriamento de leite denominados fechados, sejam cilíndricos ou elípticos são dotados de programadores de lavagem devido seu formato.
Já os convencionais abertos não, a lavagem deve ser manual.

Por Lissandro Stefanello Mioso, Médico veterinário – CRMV/RS 8457 e Consultor Técnico da Inabor.

Volume de Vácuo no Coletor de Leite em Sistemas de Ordenhas e o Efeito na Vaca

As medidas do volume de vácuo realizadas em vários locais durante ordenha nos apresenta como está a produção e regulagem do vácuo em qualquer sistema de ordenha. Os procedimentos de avaliação dos níveis de vácuo e fluxo de ar em sistemas de ordenhas foi desenvolvido pela NMC (Machine Milking Committee – 1996) posteriormente revisado em 2004 pelos padrões desenvolvidos pela ASABE (American Society of Agricultural and Biological Engineers) e pelo International Standards Organization (ISO), sendo a prática aceita para avaliação da performance dos sistemas de ordenhas e suas interpretações.

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Uma das medidas de vácuo num sistema de ordenha que afeta uma vaca é o volume médio de vácuo no coletor de uma unidade de ordenha. A média do vácuo no coletor de leite deverá ser realizada durante pico de fluxo de leite em uma amostra considerável de vacas do rebanho (no mínimo 10 animais escolhidos aleatoriamente) realizando a média num intervalo de 5 a 20 segundos.

Na América do Norte as variações recomendadas para as médias de volume de vácuo no coletor são realizadas dessa maneira e estão entre 35 a 42 Kpa. Uma média de volume de vácuo no coletor nessa ordem durante o pico do fluxo de leite de uma vaca geralmente é um bom indicativo para uma ordenha suave e completa.

As diretrizes para a média de volume de vácuo comumente utilizada na Europa são de alguma maneira mais baixas das recomendadas na América do Norte. No entanto países europeus utilizam as recomendações onde a média de volume de vácuo no coletor pode variar durante o pico do fluxo de leite entre 32 a 40 Kpa.

Veja que as variações das médias do volume do vácuo no coletor descrito nesse texto é via de regra geral uma diretriz e não uma verdade absoluta. A escolha do vácuo da ordenha em qualquer fazenda são baseadas em diversos fatores, incluindo a velocidade de ordenha e o término completo da mesma, tipo de teteiras e tipo da unidade de ordenha.

Portanto mesmo que as diretrizes das médias de volume do vácuo nos coletores apresentarem uma pequena diferença de padrões entre Europa e América do Norte, ambas são baseadas no conceito de ordenhar gentilmente, rápido e completo.

O importante é notar que:

• Média de volume de vácuo alto nos resulta numa ordenha rápida, entretanto menos suave.
• Média de volume de vácuo baixa nos resulta numa ordenha mais suave e completa, porém mais lenta.

As grandes fazendas americanas têm como prioridade uma ordenha mais rápida do que a grande maioria das fazendas europeias e por isso nas fazendas americanas a recomendação para a média do volume de vácuo ser mais alta. Entretanto, isso não é uma regra e uma fazenda pode decidir suas prioridades, dependendo do tipo do equipamento de ordenha que esteja utilizando.
A média do volume de vácuo do coletor é inversamente proporcional a taxa média de fluxo do leite. Taxa de fluxo do leite aumenta o volume médio do vácuo diminui.

Cada vaca possui uma taxa do pico de descida do leite diferente e o sistema de ordenha deverá estar ajustado, regulado para atender a grande maioria do rebanho.

Vacas de alta produção com altas taxas de fluxo de leite podem levar o responsável pela ordenha optar por uma ordenha mais rápida, assim o sistema de ordenha deverá estar ajustado para isso, tendo um volume médio de vácuo no coletor ao final da ordenha acima do recomendado pela norma ISO 32 Kpa ou da NMC 36 Kpa.

Já nos animais com baixa taxa de fluxo de leite, podem levar o responsável da ordenha ajustar seu sistema de ordenha para que ordenhe mais suave e completo sem tanta rapidez tendo o volume médio de vácuo no coletor no pico não ultrapassando os 40 Kpa da ISO ou 42 Kpa da NMC.

A tabela abaixo descreve de forma simples como podemos usar o volume médio de vácuo no coletor e suas classificações.

TIPO / VOLUME
VÁCUO ALTO / 40 – 44 Kpa
VÁCUO MODERADO / 36 – 40 Kpa
VÁCUO BAIXO / 32 – 36 Kpa

Se o sistema de ordenha for ajustado para trabalhar com volume médio no coletor alto por exemplo a média do volume de vácuo no coletor no pico do fluxo de leite no coletor deverá se aproximar dos 40 Kpa, e ao fim do ordenha chegar aos 44 Kpa na maioria das vacas a serem ordenhadas.

Fonte: NMC Udder Topics, Oct-Nov 2008.

Lissandro Stefanello Mioso
Médico Veterinário-CRMV 8457

A culpada sempre é a Teteira!

Escutamos muitos relatos de técnicos de ordenha e produtores de leite que tiveram que mudar suas teteiras devido a contratempos na ordenha, com os animais e na qualidade do leite, ou seja, devido a algo fora do normal.
Contudo essa decisão pode se mostrar errada se não avaliamos o conjunto todo da obra, se formos imediatistas faremos uma solução passageira em relação a algum problema oculto no sistema da fazenda.
Devido a facilidade de efetuar as trocas das teteiras e suas características de trocas periódicas, geralmente são as primeiras a serem acusadas de problemas e trocadas pelo simples fato de não alterarem em nada, a rotina da fazenda de leite.

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Vamos analisar alguns mitos e razões que levam uma fazenda a trocarem suas teteiras:

• Aumento na Contagem de Células Somáticas (CCS):

É uma das razões mais comuns que levam o produtor a trocar as teteiras e em muitas vezes não são elas as principais culpadas pela alta da CCS.
O aumento de CCS (contagem de células somáticas) pode vir de vários lugares da fazenda e por isso a importância de se investigar profundamente o que pode estar ocorrendo de fato. Deve-se verificar, por exemplo, como as vacas chegam na ordenha (limpas ou sujas), as camas sujas no free-stall, a compostagem nos sistemas de compost-barn, as técnicas de manejo pobres. Essas e muitas outras razões diferentes podem vir a causar aumento na CCS.
O design e a função da teteira são raramente culpados por uma CCS alta, nessas situações com o índice de CCS alto o recomendável é chamar um técnico de ordenha e consultor de qualidade do leite experiente para diagnosticar o problema corretamente.

• Deslizamentos e ruídos altos:

Outro fator relatado frequentemente pelos produtores e ordenhadores são os deslizamentos e ruídos que diminuem com tempo de uso da teteira. O que geralmente ocorre nesses casos está relacionado há um baixo vácuo no coletor durante o pico do leite, alinhamento deficiente da unidade de ordenha, restrições no caminho do leite, loops (voltas) na mangueira do leite, má preparação ou estimulo pré-ordenha e sobre ordenha ao final da mesma.

• Ordenha não uniforme:

Outro relato muito escutado é a alegação para trocar as teteiras devido a ordenha não ser uniforme em todas as vacas, sendo que a primeira atitude a se tomar no fosso da sala de ordenha é assegurar que os conjuntos de ordenha estejam bem alinhados com suas mangueiras sem restrições. O bom alinhamento do conjunto de ordenha é fundamental para se ordenhar rápido, suave e completo. Para um bom alinhamento os dispositivos deverão estar regulados e mantidos em bom funcionamento para resultar numa ordenha tranquila e completa.

Quanto aos tipos de teteiras em relação ao seu desenho vamos ver aqui nesse texto alguns tipos e detalhes dos modelos de teteiras e verificar suas características para entender melhor seu funcionamento e ser a razão de escolha.
Hoje escutamos muito sobre utilizar ou não uma teteira ventilada, utilizar ou não um formato diferente seja triangular, quadrada ou redonda. Vamos tentar entender um pouco mais das diferenças entre elas para que possa ter subsidio para eleger um modelo baseado em conhecimento da utilização e não em ganho de vantagem.

Teteira ventiladas:

Ultimamente escutamos frequentemente os produtores perguntando sobre a necessidade ou não desse tipo de teteira?
A ventilação se faz necessária para haver uma diferença de pressão e o sistema de ordenha conseguir fazer com que o leite siga em direção oposta ao teto do animal ou seja, afastar o leite retirado da vaca o mais rápido possível.
As ventilações podem ser no coletor de leite, no tubo curto do leite da teteira ou no bocal da teteira, sempre no mesmo intuito de criar o diferencial de pressão para o leite seguir o caminho oposto da vaca de uma maneira rápida. Uma ventilação no tubo curto do leite da teteira, por exemplo, auxiliará no afastamento do leite da ponta de teto o mais rápido possível.

A ventilação perto da porção final do teto auxilia na prevenção do refluxo do leite atingir o teto, há alguns desenhos de ventil na teteira que auxiliam a não obstrução do fluxo do ar se sujidades vierem e se depositar no local.
A última novidade da indústria de teteiras para equipamentos de ordenha foi de afirmar que para ordenhar uma vaca gentilmente a mesma deveria ser ventilada no bocal, entretanto há várias maneiras de realizar uma ordenha suave.
Por exemplo umas das definições de ordenha suave é expor o teto ao vácuo por um curto período de tempo possível, tendo o sistema de ordenha regulado e ordenhador experiente podemos atingir tais objetivos com qualquer projeto de teteira.

Projeto da Teteira:

Toda a suavidade de ordenha passa pelo desenho da teteira que deverá respeitar anatomia do teto, vejamos os tipos existentes de desenhos para comercialização:
Teteiras Redondas, triangulares, quadradas e semicircular conforme os desenhos abaixo

projeto teteira matéria

Todos os desenhos acima possuem alguma diferença entre si, mas para tanto todos tem o mesmo fim, que é de ordenhar o animal de uma maneira gentil, suave e completa.

Cada desenho apresenta um benefício, por exemplo:

Teteiras de desenho redondo selam melhor o corpo de teto evitando grandes quantidades de ar em torno do mesmo. Teteiras ventiladas no bocal, de desenhos quadrados e triangulares, auxiliam a redução de formação de anéis nos tetos. Já a formação de anel em teteiras de desenho redondo é indicativo de sobre ordenha.
A medida que a teteira perde a capacidade de selar o entorno do teto, o vácuo no bocal aumenta, por isso a importância em retirar as unidades de ordenha no tempo certo e relembrando, ordenhar suave é deixar o teto o menor tempo possível exposto ao vácuo.

Sugestão de gestão das teteiras:

A dica seria verificar a real necessidade de troca de modelo de teteira e averiguar seus resultados com isso:

Aumentar a taxa de fluxo na ordenha;

Diminuir o tempo de ordenha;

Expor o teto ao menor tempo possível ao vácuo;

Havendo a real necessidade de trocar, investigar bem qual o estilo de teteira que realmente poderá fazer a diferença no rebanho em questão. Entretanto, para que se melhore o desempenho da ordenha, necessitamos mais coisas do que simplesmente trocar de teteira.

É muito importante para o manejo da ordenha:

 Bom projeto da sala de ordenha;
 Fluxo adequado dos animais na sala de ordenha;
 Equipamento de ordenha dimensionado e regulado;
 Pulsadores aferidos;
 Ordenhadores hábeis;
 Remover os conjuntos de ordenha no tempo certo;
 Sempre optar pela teteira que melhor se adapta com o manejo da fazenda;

O que precisamos fazer para as nossas vacas é praticar uma ordenha homogênea e consistente todos os dias, para o bem-estar dos animais e como gerentes, observar o desempenho e realizar ajustes quando necessário para manter o mesmo.

Cálculo de trocas:
Exemplo: Numa propriedade com 35 animais em lactação que realiza 2 ordenhas diárias em um equipamento de ordenha com 3 conjuntos de ordenha:
Fórmula teteira de borracha: 2500/(axb/c) 2500/(35×2/3) = 107 (conforme figura abaixo)
Sendo assim para assegurar que a teteira vai responder adequadamente e manter sua performance devemos trocar a cada 107 dias. Durante esse período com esse cenário teremos realizados 2.500 ordenhas em cada conjunto de ordenha.
No mesmo exemplo utilizando teteira de silicone a formula a utilizar seria: 5000/(35×2/3)= 180
Esse valor seria correspondente a 180 dias ou seja 5.000 ordenhas realizados por conjuntos.
Para facilitar, utilize a nossa calculadora de trocas que é gratuita ao produtor.
Portanto, para concluir reforço a necessidade das fazendas em ajustar seu manejo de teteira conforme sua vida útil pois assim independentemente do tipo de desenho da mesma as performances de ordenha estarão asseguradas.

Tabela Teteiras Borracha

Lissandro Stefanello Mioso
Médico Veterinário – CRMV 8754/ Consultor Técnico Inabor

Lançamento 2017: Teteira 1 & 2 Anéis Inabor Plus

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A Inabor tem orgulho de apresentar seu novo lançamento para o ano de 2017 no segmento de ordenha.
Trata-se da remodelagem dos dois modelos de teteiras mais usados no Brasil, suas modificações visam melhorar o seu conceito, assim promovendo melhor performance na ordenha nos mais diversos formatos de úberes.

As Teteiras Inabor Plus foram projetadas para acompanhar o desenvolvimento genético do rebanho bovino brasileiro. Empregando uma nova tecnologia que mantém o formato redondo, obtivemos os melhores resultados em selagem do corpo do teto. A nova geração Inabor Plus aplica melhorias em seu design que visam otimizar a performance das teteiras, tornando-as mais estáveis, com menos chiado e fluxo de saída do leite desobstruído. A fórmula de composição da borracha é suave e elástica, sem perder resistência ao desgaste e garantindo assim uma ordenha harmônica e eficiente.

A adaptabilidade para a utilização desses modelos se apresenta como um facilitador e grande diferencial mercadológico pois o produtor ou fazenda de leite que já utiliza os modelos convencionais, não necessita mudar nada em seu equipamento de ordenha, apenas o jogo de teteira preservando assim seus coletores e capas das teteiras originais do equipamento sem necessitar de grandes investimentos.

INABOR PLUS

As alterações realizadas na Teteira Inabor Plus que a diferenciam:

*Possui diâmetro de encaixe de 9,5mm que permite a compatibilidade com vários coletores comercializados no mercado.

*Teteira compatível com encaixe para os coletores de baixa 8mm e média vazão de 12mm (interna).

*A capa metálica onde a Teteira é montada é a mesma já utilizada na Teteira convencional, não necessita de investimento extra.

*Não necessita trocar ou modificar os coletores de leite do equipamento de ordenha.

*Seu massageador foi moldado respeitando as normas e a evolução do padrão do rebanho brasileiro assim provendo uma ordenha de melhor performance.

*A cabeça sofreu modificações em seu encaixe na capa com bordas maiores assim fixando melhor a mesma.

*E o mais importante, seu formato é arredondado e se mostrou mais eficiente para vedação entre a teteira e o assoalho do úbere, sendo mais ergonômico e com maior facilidade de acoplamento do conjunto de ordenha no animal inclusive para os tetos grandes.

CAPAS INABOR PLUS

Peça agora o seu orçamento http://www.inabor.com.br/contato/

Você conhece a Inabor?

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A Inabor foi fundada em 20 de abril de 1981, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, atuando na fabricação de artefatos de borracha para segmentos diversos e sempre buscando a excelência na fabricação de seus produtos. Devido a isso e a forte demanda de componentes em borracha para sistemas de ordenha, na década de 90 começou a se especializar na fabricação desses itens. Entretanto um desses componentes, a Teteira, chamou a atenção e se mostrou o mais desafiador para a empresa devido a sua importância, por ser o único componente de todo o sistema de ordenha que entra em contato direto com o animal e também, devido à complexidade do processo de extração de leite, o que exige muito da borracha devido a fadiga sofrida pela mesma.

A empresa primeiramente buscou entender esse novo mundo e a importância da Teteira no processo de ordenha, saúde animal e consequentemente na qualidade do leite. Sendo assim o conforto animal e a segurança alimentar são tidos como as metas que norteiam a fabricação de seus produtos ontem, hoje e sempre. Como diz o slogan da empresa, “Inabor produzindo com qualidade e inovando para o futuro”.

O primeiro modelo de Teteira fabricado pela Inabor e marcando sua estreia no segmento leiteiro foi a teteira de dois (2) anéis com vazão de oito (8) milímetros(foto abaixo).

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Esse modelo se encontra até hoje em fabricação. Porém com o decorrer dos anos, depois de muito trabalho, estudo e entendimento das necessidades dos produtores brasileiros, a empresa foi agregando mais modelos em sua linha e hoje conta com um portfólio de mais de 50 tipos de teteiras.

Durante sua existência a empresa buscou aperfeiçoar seus processos e produtos sendo que em fevereiro de 2001, o Sistema de Gestão da Qualidade foi certificado pela Norma ISO 9001. A empresa recebe inspeções periódicas e mantem o certificado até os dias de hoje. Essa certificação garante uma padronização de todos processos, proporcionando um aumento da organização e controle de todas as atividades da empresa.

O principal objetivo do Sistema de Gestão da Qualidade é satisfazer as necessidades de nossos clientes, investindo na melhoria contínua de processos e produtos, superando suas expectativas.
A partir daí a empresa não parou mais de investir em seu parque fabril sempre em busca da excelência e em 2006, a Inabor deu início a uma nova era por entender que o compromisso com a qualidade deve estar presente em todas as fases da produção: da matéria-prima até o produto final. Foram feitos investimentos em tecnologia de ponta, contratação de profissionais especializados e criação de uma nova estrutura organizacional para sustentar este compromisso.

Em 2009, a empresa adquiriu sua sede própria e se transferiu para o município de Cachoeirinha/RS, em busca do lugar ideal para expandir seus negócios. A Inabor conta hoje com um polo tecnológico interno e com parceiros externos para comprovar a excelência de seus produtos.

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Para garantir que a ordenha seja completa, eficiente e suave a Inabor não mede esforços para que o produto esteja dentro dos mais rígidos padrões internacionais e para isso conta com uma estrutura técnica na empresa que vai do projetista, analista químico do composto (borracha ou silicone) ao gestor do produto e sua aplicação.

Possui um moderno laboratório para realização dos testes e análises em todas as etapas de seu processo produtivo, desde a aquisição da matéria-prima até o produto final, sempre em busca da qualidade e do produto de excelência.

Na parte química a empresa conta com três profissionais da área, um engenheiro químico e dois químicos que são responsáveis técnicos pelos produtos da Inabor.

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A área de projetos da empresa detém equipamentos e softwares de última geração para confecção dos atuais e futuros produtos, possuindo ainda área de metalurgia própria para gestão de suas matrizes.
Na parte técnica do produto contamos com técnico de ordenha e veterinário para respaldar todos os lançamentos, produtos em comercialização além do suporte e capacitação dos revendedores da marca Inabor.

A Inabor está sempre buscando aperfeiçoamento e inovação e a partir de 2016 começou a realizar maiores investimentos no setor de Marketing que trabalha em conjunto com o setor Comercial da empresa, e promove além da marca Inabor, o planejamento estratégico, auxílio aos eventos do setor como feiras, treinamentos e dias de campo.

A empresa possui um site de fácil navegação (www.inabor.com.br) com catálogos de produtos, artigos técnicos, atividades da empresa e o mais importante, a “Calculadora de Troca”, um aplicativo que auxilia o revendedor e o produtor a programarem suas trocas de teteiras baseados em seu equipamento, número de animais e quantidade de ordenhas realizada.

A Inabor possui um programa com produtores de leite onde adota a manutenção dos sistemas de ordenha e em troca pode utilizar seus produtos e certificar suas performances.

A Inabor é uma empresa 100% nacional, especializada na fabricação de Teteiras, Mangueiras e Peças adaptáveis a todas as marcas de máquinas ordenhadeiras existentes no mercado.

Na fabricação de seus produtos, a empresa utiliza matérias-primas nacionais e importadas de primeira linha e processo produtivo de última geração, o que garante uma produção de injetados e extrudados de borracha, silicone e plástico de qualidade incontestável. Todas as matérias-primas utilizadas estão de acordo com as resoluções da Anvisa e Mercosul (GMC) para contato com alimentos.

Possui uma grande rede de revendas no Brasil além de contar com distribuidores pela América Latina e Central, sendo um produto de fácil aquisição pelo produtor de leite.

A empresa também atua no segmento de perfis de forno, cordões e perfis de silicone, tubos de silicone e mangueiras de pvc, atendendo aos ramos agropecuário, automotivo, ferroviário, industrial e da construção civil.

Atualmente, a Inabor é referência nacional na fabricação de peças de reposição para máquinas ordenhadeiras, por estar amparada em fortes conceitos de garantia de qualidade de todos os seus produtos.