Treinamento Técnico : Inabor – Cooperativa Santa Clara

Nos dias 7 e 8 de Junho a Inabor, esteve nas Cooperativas Santa Clara de Paraí e Veranópolis em mais um logo santa claratreinamento técnico junto a seus parceiros.

Na oportunidade, o treinamento foi passado para balconistas, vendedores externos, responsáveis das lojas e técnico de instalação de ordenha das regiões.

Sempre focado no intuito da melhoria, qualidade do leite e na preservação da saúde do úbere da vaca mais especificamente a qualidade de ponta de teto, o treinamento tem como intenção não apenas mostrar a importância das trocas das teteiras, mangueiras e sua instalação correta, mas a importância de todo o conjunto de ordenha estar revisado e com um bom funcionamento para isso refletir na produção de leite.

O vendedor externo e técnico em ordenha da Inabor, Lissandro Stefanello, médico veterinário de formação e com mais de 10 anos de experiência no ramo, foi o palestrante e relatou sobre o treinamento, “é de grande valia esse tipo de evento, são nessas ocasiões que podemos esclarecer muitas dúvidas sobre esse componente que está em contato direto com animal e seus desenhos que se adaptam melhor para cada tipo de rebanho ou equipamento. Mostrando que tudo deve estar trabalhando em harmonia para se praticar uma ordenha de qualidade”.

Henrique Fioravante Rodrigues Fallavena, da Cooperativa Santa Clara, também comentou, “Em períodos de incertezas, estes encontros reforçam as relações através da qualificação da equipe de vendas e da troca de experiências”.

Para maiores informações sobre treinamento, envie e-mail para contato@inabor.com.br

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Treinamento Técnico: Inabor – Cooperativa Languiru

logo-languiru-2016No dia 14/04/2016, a Inabor realizou treinamento técnico na Cooperativa Languiru – TEUTÔNIA.

O treinamento foi realizado para vendedores e balconistas das unidades Languiru na Região e teve como seu palestrante o veterinário Andreas Dal Aqua. O principal tema abordado foi sobre as melhores práticas em manejo de teteiras e suas indicações de uso.

O principal objetivo da Inabor com esse treinamento é de abastecer as equipes de vendas com argumentos técnicos e informações que sejam pertinentes aos produtores e clientes em geral, enfatizando a importância da troca de teteiras e mangueiras no tempo certo, buscando assim uma maior qualidade no leite e na produção do mesmo.

Abaixo, o depoimento de uma participante do treinamento:

“ O treinamento foi muito produtivo, foi nos passado algumas dicas para hora da venda, saber para qual produtor vender teteiras de borracha ou silicone e as diferenças entre elas. O cálculo usado para calcular a validade por determinado número de vacas e ordenhas no tempo certo, muitos acham que trocar as teteiras sem elas estarem furadas é besteira, dinheiro posto fora, mas na realidade elas estão deixando de ganhar, pois já houve desgaste e sai da rotina da vaca, a massagem já não é mais a mesma. Gosto da qualidade da Inabor, não me lembro de algum caso de troca por defeito de fabricação. ”

Carin Ahlert

Vendedora – Setor do Leite – Languiru

Para maiores informações sobre treinamento, envie e-mail para contato@inabor.com.br

Palestra - Dal Aqua - Languiru

Fórum do Leite/RS: CCGL anuncia investimento e exportação é apontada como caminho para estabilizar o mercado

Um público de 300 produtores prestigiou a 12ª edição do Fórum Estadual do Leite, durante a Expodireto. O evento é uma realização da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) e Cotrijal. Fizeram parte da mesa de abertura o presidente da Cotrijal Nei César Mânica, vice-presidente Enio Schroeder, prefeita de Não-Me-Toque Teodora Lütkemeyer, o presidente da CCGL Caio Cézar Vianna, o presidente da Sindilat Alexandre Guerra, o presidente da Emater Clair Kuhn, o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcísio Minetto, o secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo e o representante do Senar, Herton de Lima.

O presidente da CCGL enfatizou que deve existir uma consciência de esforço coletivo para que o leite brasileiro ocupe um espaço mais expressivo na economia do país, conquistando mercados e tendo o respeito que merece. “Nós acreditamos muito no leite, vamos trabalhar para que o produtor tenha sua rentabilidade garantida, pois essa é a única forma para que a sua rentabilidade possa sobreviver ao longo do tempo. Nós reconhecemos toda importância que o leite tem para manutenção do homem no campo. Não só isso, mas como atividade empresarial e econômica”, expôs Vianna.

O otimismo também foi a tônica do discurso do secretário da Agricultura, Ernani Polo, que reforçou a relevância dos debates que estão sendo realizados na Expodireto Cotrijal. “Além dos negócios, esses momentos deixam um saldo positivo que se replica depois nas propriedades, onde se busca cada dia um resultado melhor”, destacou. Polo ainda salientou que o agronegócio gaúcho vive um momento de transformação, onde a “necessidade de profissionalização é um caminho sem volta”. Apesar de avanços substanciais em profissionalização, como os previstos e alinhados na Lei do Leite, ele garantiu que há uma forte preocupação do governo em proporcionar condições para que um maior número de agricultores continue na atividade.


O presidente da Cotrijal, Nei Mânica, anunciou um novo investimento na região. A CCGL (Cooperativa Central Gaúcha Ltda), empresa associada ao Sindilat, está investindo R$ 140 milhões na ampliação da unidade fabril de Cruz Alta. A proposta é elevar a capacidade instalada de 1 milhão de litros/dia para 2 milhões de litros/dia.

 

Exportações

Dando sequência ao evento, o diretor executivo da Viva Lácteos, Marcelo Martins, traçou um panorama do setor lácteo destacando a relevância que as exportações devem assumir nos próximos anos para garantir a estabilidade de mercado. Segundo ele, com o aumento da produção nacional na casa dos 4,1%, índice maior do que a expansão do consumo, os embarques de leite em pó e condensado tornaram-se uma saída para muitas empresas para assegurar o crescimento dos negócios. Contudo, a crise do mercado internacional vem freando o potencial do setor.

A expansão do setor lácteo, pontuou o especialista, vem sendo puxada pela Região Sul, que assumiu a liderança nacional, ao centralizar 34,7% da produção de lácteos. Enquanto o país registrou crescimento de 4,1% em 10 anos, o Rio Grande do Sul atingiu 7%, praticamente o dobro. “E a região Noroeste, onde estamos agora, cresceu quase 9%”, acrescentou Martins. Ele informou que tem convicção de que a cadeia vai sair fortalecida desse momento, quando todos os elos estão sendo demandados a serem “mais profissionais, competitivos e eficientes”.

Participando do Fórum Estadual do Leite, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reforçou a posição, defendendo a relevância das empresas vislumbrarem nossas potencialidades e mercados para seus produtos lácteos. O Sindilat também foi representado pelo secretário-executivo, Darlan Palharini.

Preocupação com a produtividade e qualidade

O palestrante Marcelo Bonnet  falou sobre a Evolução da Produção e Produtividade do Rebanho e os Impactos na Composição do Leite. Doutor em Ciências de Alimentos e analista da Embrapa Gado de Leite/MG, Marcelo iniciou dizendo que o objetivo da ciência não é gerar a verdade absoluta, mas diminuir tanto quanto possível o limite para o erro infinito. “Sem a ciência o erro prevalece e continua nos desorientando. Ela vem para que melhoremos a nossa capacidade de resolver problemas”, assim iniciou sua conversação, acrescentado que a qualidade é uma grande preocupação para o mercado atual. “O Brasil tem condições de atingir os padrões de qualidade, desde que trabalhe de forma inteligente e integrada”.

Bonnet disse ainda que a melhoria na qualidade do leite brasileiro é o fator central para que se consiga aumentar a competitividade do setor, incluindo o aumento do consumo interno e, eventualmente, exportações. Do lado dos produtores, a preocupação que prevalece é com o preço. Associado da Cotrijal, Delvino Danielli produz leite há 20 anos e participou das 17 edições da Expodireto. “O que nos anima tanto com as palestras quanto com as perspectivas é que o preço deve aumentar”, afirmou, dizendo que neste ano procurou informações para melhorar a pastagem em sua propriedade.

As informações são da Assessoria de Imprensa Sindilat e da Rádio Progresso de Ijuí. Matéria publicada no site milkpoint.com.br.

 

Setor lácteo projeta aumentos de preços expressivos ao longo de 2016

Nesse início de ano, diversos agentes do setor lácteo tem criado expectativas de aumentos expressivos de preços no campo ao longo desse ano, devido ao panorama atual. No mercado, há profissionais com expectativas de que o preço chegue até a R$1,50/litro no pagamento ao produtor.
Mas qual é o embasamento para que, num cenário de crise econômica, os preços subam de forma tão expressiva? As respostas encontram-se pelo lado da oferta:

– Margens do produtor comprometidas ao longo de 2015 devido aos baixos preços praticados.

– Problemas climáticos no final do ano no Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

– Previsão de aumento de preços com ração ao longo de 2016: mercados futuros apontam para alta de 16% para a soja e 34% para o milho.

Ou seja, apesar da previsão de aumentos de receitas, o produtor terá nos custos de produção um grande desafio para obter retorno com a pecuária leiteira.

Levantamento do MilkPoint Mercado já apontou que na primeira quinzena de Fevereiro, a média Brasil para os preços de leite spot ficou em R$ 1,22, registrando alta de 9 centavos com relação à segunda quinzena de Janeiro, o que confirma a “euforia” em relação aos preços no campo, que deve também se refletir no pagamento ao produtor (embora em menor intensidade). Esse valor é 44 centavos acima do verificado no mesmo período no ano passado.

No mercado de derivados, os preços de leite UHT já apresentaram reação nesse início de ano, o que reforça a tendência de alta de preços no campo. Segundo levantamento, o leite longa vida (posto na cidade de São Paulo) apresentava média de R$1,92/litro no final de dezembro. Já na primeira semana de fevereiro, o produto teve média de R$2,12/litro, um aumento de 10,4% somente nesse início de ano (um aumento atípico para esse período do ano).

No entanto, é preciso cautela: com a economia em retração e os preços internacionais em patamares abaixo de US$2.000/tonelada, a importação de produtos pode frear o mercado interno. Análises apontam que hoje, para evitar importação de produtos do Mercosul nos atuais patamares de preço internacional, a taxa de câmbio deveria estar em R$4,50/US$.

Diante deste cenário, Carlos Venturini, Coordenador de Conteúdo do MilkPoint Mercado afirma: “acreditamos que preços até R$1,30/litro ao produtor sejam possíveis em 2016, com nossa projeção de preços ao produtor para o ano ficando entre 15 e 18% acima de 2015. A grande questão é: até onde o consumidor conseguirá pagar?”

Fonte : Milkpoint.com.br

 

Mastite bovina – A manutenção do equipamento de ordenha é fundamental para evitar a ocorrência

Manutenção do equipamento de ordenha na qualidade do leite e controle da mastite bovina

Os equipamentos de ordenha influenciam a qualidade do leite devido à sua higienização e participam na ocorrência e controle da mastite bovina, dependendo de seu bom ou mau funcionamento. Para uma boa qualidade de ordenha, cada fator envolvido no processo (produção de vácuo, regulagem de vácuo, reservas, pulsação, movimento de teteiras, etc.) deve funcionar harmonicamente, atendendo a limites e valores ideais de operação. Para contar com ela sempre em boa condição de uso, deve-se mantê-la sempre nova. A manutenção é fundamental!

Para manter o equipamento de ordenha sempre em ótima condição, é preciso estabelecer programas de manutenção periódica e avaliações realizadas por técnicos qualificados. Mas, alguns aspectos do desempenho do sistema de ordenha podem ser avaliados sem nenhum equipamento de teste específico por qualquer um que tenha habilidades de observação e análise. A intenção é ajudar na identificação de possíveis causas de problemas no equipamento de ordenha que estão ocasionando mastite, problemas de teto e ordenha lenta ou incompleta, e solucioná-las rapidamente, sendo necessário ou não o auxilio de técnicos qualificados.

• Checagem do equipamento de ordenha

-Teteiras e Insufladores:

Os insufladores das teteiras devem estar em boas condições, sem sinais de desgastes, como rachaduras e alterações na superfície da boca ou do interior. A deterioração da boca, usualmente, resulta em aumento de entradas de ar e deslizamento de teteiras. A dilatação do corpo das teteiras pode causar aumento de leite residual e, possivelmente, contagem de células somáticas mais altas em quartos afetados subclinicamente. Um aumento de volume e a distorção dos insufladores é um indicativo de que foram usados por mais tempo do que permitia sua vida útil.

O design das teteiras deve se enquadrar a maioria dos tetos do rebanho. As características das teteiras que devemos estar atentos são:

– Ter diâmetro cerca de 1 ou 2mm menor que o diâmetro médio dos tetos após a descida do leite. A teteira deve ser longa o suficiente para colapsar totalmente abaixo do teto. Se o teto penetra muito fundo, as teteiras não são capazes de colapsar e a pulsação é falha. Teteiras novas reduzem problemas de congestão e edema.

O tamanho mínimo das teteiras de borracha sintética ou natural deve ser:

– 130mm para teteiras de até 20mm de diâmetro;

– 135mm para diâmetro 21-22mm;

– 140mm para teteiras de 23-24mm.

– Ser projetada para se ajustar às armações dos copos da teteira. O copo não deve torcer o bocal e o insuflador deve estar firme o suficiente para não girar facilmente na armação. O comprimento dessa armação deve ser compatível com o comprimento do insuflador para que ambos sejam conectados sob a tensão correta;

– Partes de borrachas e filtros do equipamento:

Todos os componentes de borracha do sistema de ordenha se deterioram com o tempo (Figura 1). Mangueiras ou outras partes de borracha com superfícies rachadas ou ásperas são impossíveis de se limpar. Quando deformadas, aumentam as perdas por atrito e podem afetar os níveis de vácuo de ordenha.

Os filtros de ar instalados no equipamento devem ser checados periodicamente para ter certeza de que não estão entupidos ou sujos, e devem ser substituídos periodicamente. É recomendável:

– Substituir as partes de borracha como mangueiras curtas e longas do leite a cada 6 meses;
– Limpar o filtro do regulador de vácuo a cada 250 horas ou mensalmente;
– Substituir o filtro de ar a cada 3000 horas ou anualmente.

As teteiras têm a menor vida útil dentro do sistema. Geralmente devem ser substituídas a cada 2500 ordenhas:

Período de troca de teteira =______2500______
(a x b/c)

Onde:
a = Nº de vacas ordenhadas por dia
b = nº de ordenhas por dia
c = nº de unidades de ordenha do equipamento

O design e a condição das teteiras têm um grande efeito nas características da ordenha. Se há diferença significativa na ordenha, tanto na velocidade quanto no volume de leite extraído, quando as teteiras são substituídas, é sinal de que foram usadas por tempo demasiado!

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Figura 1: equipamento necessitando de troca

 

– Copos coletores:

Observe a condição das entradas de ar dos copos coletores ou insufladores. A entrada de ar do copo coletor deveria estar limpa e desbloqueada. Essa entrada varia de 0,8 a 1,2 mm de diâmetro e admite de 7 a 12 l/min de ar. Entradas de ar parcial ou totalmente bloqueadas reduzem o vácuo no coletor, aumentam as flutuações de vácuo e as inundações no coletor, os deslizamentos de teteiras e o tempo de ordenha por vaca. Excessiva admissão de ar (mais que 12 L/min) também tende a reduzir o nível e aumentar flutuações de vácuo no coletor. As unidades de ordenha devem ter entradas de ar no coletor ou nos copos de teteiras, não em ambos. Coletores de maior volume tendem a reduzir o potencial de contaminação cruzada.

– Linha do leite:

A linha do leite deveria estar inclinada em direção a unidade final com um mínimo de queda de 0,8%, e preferivelmente acima de 1,25%. É muito importante manter uma adequada inclinação da linha de leite próximo a unidade final e em áreas do sistema com curvas e conexões. As entradas de leite deveriam estar inseridas na metade superior da linha de leite. A linha de leite deve ser instalada o mais perto possível dos úberes e nunca a mais de 1,90m acima do piso onde a vaca é ordenhada.

– Sistema de pulsação:

O sistema de pulsação permite a execução das fases de massagem e extração de leite (Figura 2). Tem como objetivo evitar a congestão e o edema devidos à aplicação de vácuo na extremidade do teto. Quando há vácuo na câmara, a teteira abre e ocorre a extração do leite, e quando há presença de ar, a teteira colapsa, massageando o teto. O funcionamento dos pulsadores está associado à velocidade de ordenha e ao risco da ocorrência de lesões de tetos.

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Figura 2: Fases do sistema de pulsação

A relação de pulsação, ou seja, entre as fases (A+B) / (C+D) deve ser de 60:40 a 70:30. Quanto mais ampla a relação, maior a velocidade de ordenha, mas o risco de lesões de teto e esfíncter é maior. A taxa de pulsação (número de ciclos que ocorre por minuto) deve situar-se o mais próximo possível de 60, repetir-se diariamente e não pode variar mais do que três ciclos por minuto de uma unidade para outra. A relação de pulsação não deve variar mais do que 5 % das especificações dos fabricantes ou de um pulsador para outro. A fase B (extração efetiva) da pulsação deve representar pelo menos 30% de um ciclo. A fase D (massagem efetiva) não deve ser menor do que 15%.

– Pulsador:

Verifique a uniformidade entre os pulsadores ouvindo atentamente cada um deles. O som do ar entrando no pulsador deve ser regular e intermitente. Cubra parcialmente a entrada de ar do pulsador com o dedo. Um chiado contínuo indica vazamento (geralmente, sujeira) sob o assento da válvula do pulsador. Se houver sistema de filtração de ar, cheque se o filtro de ar está limpo. Olhe dentro das teteiras para se certificar de que não estejam torcidas dentro dos copos. Sinta se todas as teteiras estão ao menos abrindo e fechando totalmente em um ciclo de pulsação: abra a válvula de fechamento de vácuo e insira o polegar em cada teteira.

– Nível e regulador de vácuo:

Cheque o vácuo em funcionamento e a leitura no medidor de vácuo da fazenda (Figura 3). Frequentemente, os vacuômetros de fazendas estão quebrados ou imprecisos. Às vezes o ponteiro se prende e não acusa mais do que 50 KPa para indicar alto vácuo de trabalho se o regulador falhar. Bata no vidro do vacuômetro para checar se o ponteiro está preso. Certifique-se de que seu técnico de serviço checa o vacuômetro como parte da rotina de checagem do equipamento.

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Figura 3: Cheque se o vacuômetro está funcionando

Ouça o som do ar entrando pelo regulador quando a bomba de vácuo está funcionando, mas todos os conjuntos de ordenha estão desligados. Abra conjuntos de leite suficientes para que o ar admitido possa reduzir o nível de vácuo em torno de 3kPa. Isto estimularia o regulador de vácuo a fechar causando uma redução considerável no ruído causado pelo ar entrando no mesmo. Cheque a queda de vácuo quando uma unidade for aberta. Para equipamentos com mais de 32 unidades, abra 2 unidades. Uma queda no vácuo menor que 2 KPa durante esse teste de queda indica que o sistema de regulagem de vácuo está respondendo e que a capacidade de reserva de vácuo do sistema é provavelmente suficiente. Se o regulador aparentemente não fecha, cheque seu filtro e limpe-o se necessário. Se a limpeza não melhorar a sensibilidade do regulador, chame então o técnico do seu equipamento de ordenha.

O nível de vácuo alto pode levar a lesões nos tetos, congestão e edema dos mesmos, reduzindo a velocidade de ordenha; e aumento do leite residual devido à subida das teteiras, que causa o estrangulamento do teto bloqueando a passagem do leite.

O baixo nível de vácuo pode causar deslizamento e queda das teteiras e ordenha lenta.

• Impacto de problemas relacionados ao equipamento na ocorrência da mastite Deslizamento de teteiras

Quando ocorre o deslizamento e queda de teteiras e rápidas introduções de ar na unidade de ordenha, há flutuação de vácuo. O fluxo normal do leite é invertido e pequenas gotículas podem ser introduzidas no teto, podendo levar bactérias de um teto contaminado para outro sadio, levando ao aparecimento de novas infecções. Essas flutuações ocorrem por causa da capacidade insuficiente da bomba de vácuo e problemas no regulador de vácuo.

Observe o número de vezes em que os conjuntos devem ser ajustados pelos ordenhadores devido a deslizamentos ou quedas. Uma boa meta é ter menos que 5% das vacas ordenhadas necessitando de correção pelos ordenhadores.

Causas: Unidades de ordenha pesadas, distribuição desigual de peso na unidade de ordenha ou orifícios de admissão de ar bloqueados.

Note o estágio da ordenha em que as quedas mais ocorrem. Unidades de ordenha ou linhas de leite inundadas tendem a causar deslizamento ou queda no início da ordenha. Design precário das teteiras ou distribuição desigual de peso na unidade de ordenha são as causas mais comuns de deslizamento e queda no final da ordenha.

Condição dos tetos logo após a ordenha

Tetos edemaciados, endurecidos ou azulados/arroxeados podem ser resultado de sobreordenha, vácuo excessivo, teteiras endurecidas ou montadas sob desnecessária alta tensão e falhas nos pulsadores. Anéis pronunciados na parte superior dos tetos podem resultar de sobreordenha ou do uso de teteiras com lábios duros ou com vácuo alto. Lesões na ponta do teto (figura 4) podem ocorrer devido ao alto nível de vácuo, à sobreordenha e ao inadequado funcionamento no sistema de pulsação. Essas lesões facilitam a colonização da extremidade do teto por bactérias, podendo resultar em novas infecções.

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Figura 4: lesões na ponta do teto – porta de entrada para bactérias

Ordenha completa da vaca

Para determinar se a ordenha foi completa, cheque uma amostra representativa de vacas (pelo menos 30 vacas ou ¼ do rebanho, o que for maior) pelo repasse manual. Quando mais de 20% dos quartos produzirem mais de 100 ml de leite quando repassados (manualmente) é sinal de que ocorreu sub-ordenha.

Causas da ordenha incompleta: Tipo ou condição precária das teteiras; conexão inadequada entre o niple da entrada do coletor e o tubo curto de leite (fechamento parcial do tubo curto de leite no ponto em que se une ao coletor); unidade de ordenha muito leve; unidades de ordenha não se ajustam uniformemente ao úbere porque os tubos de conexão são muito longos ou muito curtos; teteiras torcidas dentro dos copos; conexão inadequada entre teteiras e copo; nível de vácuo de ordenha muito alto.

Sabe-se que o bom funcionamento de um equipamento de ordenha depende da correta escolha da máquina, do seu dimensionamento, instalação, regulagem e manutenção. É possível identificar falhas no funcionamento de equipamentos de ordenha ou no manejo através de observações atentas e testes simples. Portanto, o ordenhador, o gerente da fazenda, o responsável técnico e o produtor de leite podem participar ativamente da manutenção do equipamento de ordenha, o que pode contribuir para seu melhor resultado na atividade, seja ela ordenhar vacas, gerenciar fazendas, orientar produtores ou produzir leite!

Conclusão

Revisões periódicas de todo o equipamento de ordenha devem ser realizadas para assegurar o adequado funcionamento do mesmo. Troca de teteiras, borrachas, mangueiras e lubrificação de bombas são de fundamental importância para o controle da mastite e obtenção de leite de elevado padrão de qualidade. Um profissional capacitado deve ser contratado para a realização periódica da revisão. Algumas tarefas de manutenção do equipamento de ordenha podem ser realizadas por funcionário da propriedade que esteja treinado e capacitado para atividade:

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Adaptada Santos e Fonseca, 2007

Escrito em 11/01/2010 por Patrícia Vieira Maia – médica veterinária, especialista em pecuária leiteira, in