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Funcionamento e Tempo Correto de Substituição das Teteiras.
Por Lissandro Stefanello Mioso, Médico veterinário – CRMV/RS 8457 e Consultor Técnico e Comercial da Inabor.

Como vimos anteriormente no outro trabalho, com o tempo uma teteira vai perdendo a sua capacidade de extrair o leite com eficiência, pela perda das propriedades físico-químicas da borracha, devido ao seu uso intenso durante o período de seu funcionamento.
A teteira além de ordenhar também passa pela lavagem do sistema de ordenha, onde são utilizados produtos para limpeza, que de certo modo também agridem a borracha, além da presença do ozônio na atmosfera que acelera o envelhecimento da mesma.
Portanto, uma teteira durante seu funcionamento abre e fecha inúmeras vezes ao redor do teto, assim produzindo o que chamamos de massagem e extraindo o leite. Entretanto, outros componentes do sistema de ordenha contribuem para o bom funcionamento da teteira.
Primeiramente vamos entender o ciclo e funcionamento da teteira dentro do dispositivo de funcionamento.

Na figura 2-01 a esquerda mostra a teteira dentro do seu dispositivo (capa metálica).
Na figura a direita possuímos duas imagens: 1º o gráfico que representa o funcionamento do pulsador que emite um pulso para câmara do dispositivo da teteira permitindo a troca entre vácuo e o ar atmosférico assim fazendo com que a teteira comprima e relaxe entorno do teto que é representada na figura abaixo com os (4) tetos. Tecnicamente essas fases são chamadas de massagem e sucção.
Massagem = compressão da teteira ao redor do teto (fechamento), fases (C e D).
Sucção = relaxamento da teteira e exposição do teto ao vácuo do sistema (abertura), fases (A e B).
Para que a teteira faça seu movimento corretamente outros componentes deverão estar devidamente ajustados, veremos os principais: pulsador, mangueira dupla do vácuo, distribuidor de vácuo no coletor de leite, mangueiras curtas do vácuo e o coletor de leite.

Vamos falar um pouco de cada componente:
Obs. A pulsação mencionada nesse texto se refere a pulsação alternada.
Pulsador pneumático: é responsável pela emissão do pulso para que a diferença de pressão faça com que a teteira feche/abra (massagem/sucção) o mesmo deverá estar regulado e testado seu bom funcionamento.
Pulsador eletrônico: realiza a mesma função, entretanto seu funcionamento não é vácuo dependente e sim eletroeletrônico, deverá também estar regulado e testado seu bom funcionamento.
Pulsação alternada:
Taxa de pulsação = ao número de ciclos por minuto (pulsação/minuto) ficam numa faixa entre 45 a 60 ciclos.
Relação (A+B) / (C+D) = corresponde a distribuição proporcional de massagem e extração que nada mais é que a relação das fases da imagem na figura (2).
Mangueira dupla do vácuo: esse componente é o que conecta o pulsador ao distribuidor de vácuo do coletor de leite carregando o pulso responsável pelo fechamento e abertura da teteira no interior do dispositivo (capa metálica). Nos pulsadores no Brasil, geralmente os diâmetros internos de saída dos pulsadores estão entre 6,9 a 7,4 milímetro. Com isso, devemos estar atentos para os comprimentos das mangueiras dupla do vácuo para uma boa performance, as mesmas não deverão ter mais do que 3 metros de comprimento, pois desta forma corremos o risco de levar um pulso muito fraco até a teteira, além de estar com suas paredes integras, sem rachaduras e maleável ao uso devendo ter uma periodicidade de substituição a cada 12 meses com isso garantido o correto funcionamento do conjunto de ordenha.
Distribuidor de vácuo no coletor: componente responsável por direcionar o vácuo para os dispositivos das teteiras na pulsação alternada, existem várias variantes desse componente o distribuidor de vácuo que podem ordenhar: (frente / traz ou lado / lado ou em X) dependerá muito do conceito do fabricante do sistema de ordenha. Esse componente deverá estar integro sem rachaduras e limpo para não interferir na passagem do ar.
Mangueiras curtas do vácuo: essas são responsável por conectar o vácuo proveniente do sistema de ordenha para os dispositivos (capa metálica), deverão estar sempre integras, maleáveis e bem conectadas, se houver vazamento nesses componentes o funcionamento da teteira estará comprometido. A periocidade de substituição deverá acompanhar com as mangueiras dupla do vácuo a cada 12 meses.
Coletor de leite: há inúmeros modelos de coletor o mesmo deverá ser provido de boa vedação, vazão de saída e ergonômico ao operador os coletores de leite com fechamento manual do vácuo suas peças também requerem cuidado e substituição a cada 6 meses como: válvula tiptop, manipulo da válvula tiptop, anel de vedação da tampa do coletor.
Dispositivos (capas metálicas): é onde está fixada a teteira a mesma poder ser de aço inox ou de resinas especiais plásticas geralmente os fabricantes de sistemas de ordenhas configuram seus conjuntos de ordenhas levando em consideração o animal a ser ordenhado tendo um peso ajustado a espécie.
Havendo essa perfeita combinação e harmonia o funcionamento do conjunto de ordenha e consequentemente da teteira estará dentro dos padrões e a performance de ordenha desejável para uma propriedade leiteira, sendo que com todos os componentes alinhados o cuidado maior estará quanto ao tempo de uso da teteira que poderá afetar o rendimento da sessão de ordenha, leite e até mesmo lesionar o teto do animal.
Abaixo a forma de se programar;

Exemplo – 1
Propriedade com 40 animais em lactação com um equipamento de ordenha de 4 conjuntos:
Validade da teteira de borracha = 2500 ordenhas.
Número de ordenhas = 2 x por dia
Quando trocar as teteiras? = a cada 125 dias ou 4 meses.
Fórmula: 2500/ (axb/c) a= número de vacas por dia – b = número de ordenha por dia – c = número de unidade de ordenha.
Durante o ano 2017 quantas vezes devo trocar?
Assumindo a última troca dia 22/02/2017, 27/06/2017 ,30/10/2017

Exemplo – 2
Propriedade com 40 animais em lactação com um equipamento de ordenha de 4 conjuntos:
Validade da teteira de silicone = 5000 ordenhas.
Número de ordenhas = 2 x por dia
Quando trocar as teteiras? = a cada 250 dias ou 8 meses.
Fórmula: 5000/ (axb/c) a= número de vacas por dia – b = número de ordenha por dia – c = número de unidade de ordenha.
Durante o ano 2017 quantas vezes devo trocar? Assumindo a última troca dia 22/02/2017 a próxima 22/10/2017.
Em explorações pequenas onde o cálculo de dias de uso ultrapassarem 180 dias, o momento ideal da troca é a cada 6 meses de uso. Ou seja 2500 ordenhas ou 6 meses o que vencer primeiro nas teteiras de borracha.
Geralmente as embalagens das teteiras trazem tabelas com os intervalos de trocas: