Importância de manutenção/troca das mangueiras no Inverno

Inverno chegando, estamos no mês de maio e nos três estados do sul principalmente, já se avizinha o frio, que é bem rigoroso em relação aos demais estados do Brasil. As temperaturas mais baixas atingem os turnos de ordenha durante a manhã e no fim da tarde, a grande maioria das fazendas fazem duas ordenhas no Brasil, algumas (as maiores) até três por dia.

Inverno

Geralmente na parte da manhã o sol está nascendo e não tem tempo hábil para esquentar o ambiente. O mesmo fenômeno ocorre na ordenha da tarde, entretanto com o sol se pondo e o frio aumentando para a noite.

Esse clima interfere no sistema de ordenha, não na parte metálica, mecânica do sistema, mas nas partes não constituídas de aço, como as teteiras e mangueiras, onde algumas ações são fundamentais para que não tenhamos inconvenientes na hora de ordenhar.

Inabor

Se tratando dos equipamentos que utilizam mangueiras de PVC, que na grande maioria são as mais usuais nas propriedades rurais do Brasil, tendo sido a última troca nos meses de Outubro ou Novembro estão com as mangueiras no limite de uso, não esqueçamos que a substituição deve ocorrer até os seis meses no máximo (ou 2500 ordenhas o que ocorrer antes) após a instalação das mangueiras. A mangueira de PVC sofre bastante agressão, tanto química como física durante o uso, como a passagem de leite, a agua quente, o detergente químico, o vácuo, o arrasto e flexões durante o manuseio da mesma.

Mangueira resistente

Devido a isso com o tempo a mangueira vai perdendo suas propriedades de resistir podendo se tornar rígida, quebradiça ou desgastada devido a fissuras internas pelo tempo excessivo de uso. Para que se evite esse inconveniente e com a proximidade do inverno, com temperaturas externas oscilantes baixas e com choque do leite a 37ºc e água quente de lavagem 60ºc – 70ºc, são extremamente agressivos as mangueiras é interessante providenciar essa manutenção conforme sugestão abaixo:

  • Mangueira para leite cristal – substituição a cada seis meses ou 2500 ordenhas (o que ocorrer antes).
  • Mangueira para o vácuo – substituição a cada um ano ou 5000 ordenhas (o que ocorrer antes).

Todavia, antes de adquirir as novas mangueiras certifique-se do diâmetro da mesma para melhor encaixe ao coletor e ao equipamento de ordenha. A Inabor comercializa três diâmetros para mangueira do leite em PVC:

  • Mangueira do leite 14.5 mm – para coletores com diâmetro externo de conexão do coletor for até 16 mm
  • Mangueira do leite 15.5 mm – para coletores com diâmetro externo de conexão do coletor for até 19 mm
  • Mangueira do leite 19 mm – para coletores com diâmetro externo de conexão do coletor for até 21 mm uso para ordenhadeiras linha baixa.

Na linha de vácuo no mês passado falamos sobre nova composição para mangueiras de vácuo, as mangueiras emborrachas que trouxe um custo/benefício muito interessante devido as constantes altas do PVC, se ficou interessado, clique aqui e dê uma olhada nesse texto está publicado aqui e no site da Inabor.

A Inabor ainda dispõe de uma linha especial de mangueiras para o leite, são dois compostos distintos uma fabricada com silicone e outra com uma mescla de tecnologia chamada de dupla camada. 

A mangueira de silicone possui excelente aplicabilidade sendo muito indicada para esse fim, entretanto o custo da mesma por vezes assusta, é fabricada 100% de silicone, material nobre e importado, mas ela possui suas vantagens técnicas tendo como uma das mais importantes sua durabilidade, resistência a agressões térmicas e químicas, maior facilidade de lavagem, podendo ser substituída uma vez ao ano ou 5000 ordenhas (o que ocorrer antes). São muito utilizadas em países da Europa e América do Norte (USA e Canadá), por resistirem muito bem ao frio rigoroso.

A outra mangueira da linha, utiliza-se de dois materiais constituído na dupla camada com mais resistência que o PVC usual as agressões térmicas e químicas do uso, também promovendo maior durabilidade a mangueira sendo necessária a substituição uma vez ao ano ou 5000 ordenhas (o que ocorrer antes). Relação custo/benefício da mangueira Dupla Camada, pode-se dizer que fica no meio termo entre as mangueiras de PVC e de Silicone.

Mangueira dupla camada

Por último, mas não menos importante que as demais mangueiras abordadas nesse texto estão às mangueiras de transferência do leite, essa peça é responsável por transferir o leite da sala de ordenha ao resfriador por vezes são longas acimas de 6 metros e requer uma atenção especial, pois sofrem bastante manuseio e podem se danificar com o tempo como as demais sendo necessária a substituição a cada seis meses se necessário.

A Inabor possui dois diâmetros desta mangueira sendo ela lisa e não corrugada e sem armação:

  • Mangueira de transferência de 1 polegada
  • Mangueira de transferência de 1.1/4 polegada

Todas as linhas de mangueiras para ordenha da Inabor, seja para leite, vácuo ou condução de fluídos são produzidas com materiais totalmente isentos de ftalatos. Na produção de mangueiras para leite, é utilizado um material nobre que, além da ausência de plastificante ftalatos, é totalmente atóxico e indicado para uso em contato com alimentos. A fabricação das mangueiras segue um rígido padrão de processo produtivo conforme Sistema de Gestão da Qualidade, certificado pela Norma ISO 9001:2015.

Sempre bom lembrar algumas recomendações de uso para a integridade e durabilidade das mangueiras:

– Armazenar protegendo da luz solar, umidade e temperaturas elevadas.

– Realizar a limpeza após o uso, conforme normas de boas práticas de ordenha e com produtos certificados.

– Evitar choque de temperatura (quente/frio) durante a lavagem.

– Temperatura de uso entre min -5° máx 60°.

– Certificar qualidade da água na limpeza (já abordamos um texto sobre este assunto), clique aqui e acesse.

– Evitar arrastar as mangueiras no chão.

Fique atento, se realizou a última troca nos meses de Outubro ou Novembro, procure seu técnico de ordenha e providencie as trocas para evitar inconvenientes antes do frio chegar com maior intensidade.

Boa Lactação!

Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário / Consultor Técnico