Importância da Manutenção do Equipamento de Ordenha

Neste texto abordaremos um assunto técnico, porém, trazendo uma linguagem direta para um fácil entendimento de todos os leitores. Todos os processos produtivos, independente do segmento são formados por várias etapas, sendo cada etapa de extrema importância para resultado do processo como um todo.

Na pecuária de leite não é diferente, possui várias frentes que devem ser observadas, como o cuidado com os animais, as principais estrelas da propriedade, mas também no que tange a sua alimentação, tendo aqui preocupação com preparo da terra, semeadura, desenvolvimento, colheita e armazenagem.

Inabor 1981

No leite, temos nossa colheita realizada diariamente e geralmente em dois turnos, em alguns lugares até três turnos, entretanto o cuidado com um dos equipamentos mais utilizados por vezes se encontra esquecido ou é protelado as suas necessidades de manutenção, veremos a seguir.

Não é incomum encontrar pelo Brasil ordenhadeiras mecânicas instaladas de maneira que privilegiam a operação por parte dos ordenhadores esquecendo a necessidade do animal para um bom desempenho da ordenha. As salas de ordenha muitas vezes são prédios adaptados e não projetados para um bom funcionamento, com bom fluxo para os animas, para a ergometria do operador, assim otimizando a funcionalidade da ordenha.

Ordenha

Conhece-se o principio do funcionamento da ordenha mecânica que trabalha por diferença de pressão, assim conseguindo quebrar a pressão do úbere e extrair o leite, sendo que a ausência de ar nas tubulações é produzida pela bomba de vácuo que já falamos em outro texto, mas vale lembrar que o tamanho da bomba dependerá do numero de conjuntos de ordenha que iremos utilizar, mais informações sobre bomba de vácuo veja em outro texto já publicado aqui no site (Sistema de Ordenha e seu Dimensionamento).

O principal combustível da ordenha é ausência de ar, ou produção de vácuo relativo na tubulação, para que possamos extrair o leite devemos alternar o vácuo com ar. Isso gera uma simulação de massagem e o leite é extraído sem agressividade ao teto do animal.

Pulsador

Neste momento entra em ação um componente muito importante, o pulsador. Esse dispositivo é responsável em alternar o vácuo/ar,promovendo abertura e fechamento da teteira no teto do animal e o que devemos saber é o seguinte:

Todo pulsador para alternar a pressão, sejam eles alternados ou simultâneos, estão ligados à rede principal de vácuo e ambos são conectados aos coletores por mangueiras. Nos alternados elas são duplas e nos simultâneos são simples, em ambos os sistemas a capacidade de alternar vácuo/ar é limitada em decorrência da capacidade dos pulsadores produzirem um pulso até a teteira. Como já vimos em textos anteriores, para facilitar a operação são utilizadas mangueiras compridas que alcancem os animais mais distantes, geralmente em sistemas balde ao pé que ainda é o mais utilizado no Brasil, mas também não raro ver em ordenhas canalizadas linha média, aquela em que o mesmo conjunto de ordenha atende os dois lados da sala de ordenha pendulando de um lado a outro conectado ao tubo do leite no centro do equipamento ou do fosso de ordenha.

Ordenha e mangueiras

O pulsador tem conexão com a mangueira de um diâmetro de 7,0 mm no alternado e 9,5 mm no simultâneo, mas por que isso importa?

O pulsador conseguirá alternar vácuo/ar de forma a levar um pulso até a teteira se a mangueira estiver com comprimento máximo de 2,80 a 3,00 metros, caso for maior a perda de efetividade aumenta a cada aumento do comprimento da mangueira, assim não contribuindo para uma boa massagem, causando por fim uma ordenha de baixa qualidade podendo vir afetar a saúde animal e por consequências causar prejuízos.

As mangueiras sofrem desgastes durante o tempo de uso e as mesmas devem estar integras, pois aqui temos vácuo/ar alternado, se houver uma entrada de ar seja nas conexões ou rachadura, quando deveríamos possuir um vácuo estável, com entrada de ar já não possuímos mais e por consequências prejudicamos o trabalho da teteira e por fim o animal é quem sente.

O mesmo pode ocorrer na mangueira de leite que está conectada ao coletor de leite e ao tarro/latão, ou tubo de leite e levam o leite através da força do vácuo, se a mesma estiver muito comprida e tiver voltas (loops) a eficiência do despacho do leite cai bastante e o tempo de ordenha aumenta bastante expondo o teto ao vácuo por mais tempo que o necessário.

Observem, que falamos de mangueiras e comprimentos das mesmas como afetam o desempenho do equipamento de ordenha, isso gera os famosos “boletos invisíveis” pagamos sem saber onde está o gargalo.

Portanto, a correta instalação e manutenção do equipamento de ordenha são imprescindíveis para uma boa colheita de leite, pois podemos estar diminuindo a eficiência em outras frentes como genética, nutrição e sanidade do rebanho, por falta de atenção ou até desconhecimento de fatores simples que podem interferir em nossos resultados finais da produção de leite.

Avaliação dos parâmetros de equipamentos de ordenha

Realizar as trocas dos componentes dentro dos prazos e de maneira correta, auxilia em muito o desempenho do equipamento de ordenha e por isso a importância da manutenção. Os técnicos de ordenha hoje em dia podem scannear o equipamento de ordenha durante a ordenha, ou seja, em tempo real e avaliar os parâmetros dos equipamentos e realizar ajustes necessários, melhorando o desempenho do equipamento e preservando a saúde animal,evitando assim prejuízos na produção.

Boa lactação!

Lissandro Stefanello Mioso

Consultor Técnico/Comercial

Médico Veterinário

Ferramenta Nova Para Gestão na Pecuária Leiteira

Já não é de hoje essa demanda, há muito tempo é um desejo do produtor de leite possuir certa previsibilidade do seu negócio de forma prática e simplificada, sem ter que analisar vários relatórios do segmento que são apresentados em vários meios de comunicação especializados no setor.

O Conselho Paritário Produtores e Indústria de Leite do Estado do Rio Grande do Sul, vêm preparando um projeto que há anos vem sendo gestado e foi apresentado ao Conseleite o plano de criação de um indexador de custo de produção do leite no Rio Grande do Sul, a metodologia que foi apresentada ao colegiado, vem sendo desenvolvida pela Emater em parceria com o Departamento de Economia e Estatísticas do governo do Estado.

A ideia é ter um levantamento robusto com dados coletados em todo o Rio Grande do Sul. O indexador seguirá o sistema de outros indicadores de preço. A expectativa é que, em um primeiro momento, o levantamento seja avaliado internamente e que a divulgação oficial ocorra ainda em 2021. Sendo que a partir de agora a proposição entra em fase de ajustes finos e o índice deverá ser divulgado mensalmente e deverá refletir a realidade do campo.

O índice é capaz de estabelecer, seguindo os níveis de variação do mercado, o poder de compra de uma moeda e segundo os pesquisadores responsáveis pela criação, desde já estão bem estabelecidos os diferentes valores que compõe o indexador, como serviços e insumos que formam o custo ao produtor. Tipo alimentação animal, mão de obra, medicamentos, combustíveis e energia elétrica.

Ainda existirá uma segunda etapa do projeto que será a identificação dos produtos e das quantidades utilizadas no sistema de criação dos animais e coleta de leite para pesquisa dos preços no mercado, a ideia da Emater nessa fase é de aplicar questionários junto a cooperativas e comercio varejistas.

Autoridades representantes do setor lácteo gaúcho comemoram a inciativa e o projeto ainda mais capitaneado por instituições competentes que estão elaborando o índice através de um levantamento técnico e metodológico.

“Esse é um projeto antigo dentro do Conseleite e será mais uma ferramenta, junto com o valor de referência, para que o setor possa avaliar e planejar as suas ações e auxiliar principalmente o produtor que tanto necessita de uma previsibilidade”, colocou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

A notícia, informou o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, é um grande avanço na compreensão sobre a rentabilidade da atividade leiteira.

Aguardamos os avanços desta ferramenta que certamente será de grande valia ao produtor de leite em seu planejamento.

Boa lactação!

                                                                                    Lissandro Stefanello Mioso

Consultor Técnico/Comercial

Médico Veterinário

O que esperar do leite em 2021

Estamos vivendo tempos um tanto diferente do que anos anteriores onde convivíamos e realizávamos nossas tarefas diárias sem receio. Entretanto, o ano de 2020 nos brindou com um acontecimento que mudou o mundo, já nos meados de março fomos atingindo por um vírus, uma pandemia, o Corona vírus mudou o mundo e o comportamento da sociedade de modo geral.

Tivemos que entender e compreender que algumas atitudes que antes eram normais do nosso cotidiano deveriam agora estar cercadas de atenções e cuidados, tivemos que incorporar o uso da máscara, o álcool em gel e principalmente manter distanciamento social para preservar a nossa saúde e a saúde do próximo. Com isso uma série de restrições e medidas foram tomadas, inclusive medidas que interferiram nas atividades econômicas do país, causando uma série de contratempos de ordem financeira.

Contudo, uma atividade que nunca parou e precisou manter seu ritmo foi o agronegócio, entre todas as mudanças na sociedade causada pela pandemia, uma segue igual que é alimentação, item de primeira necessidade andando junto com a saúde. Entre esses itens encontramos nosso amado “leite”, que logo no inicio da pandemia teve certa retração, mas logo em seguida foi se recuperando e mantendo o seu consumo capitaneado pela maior permanência das pessoas em casa e com a ajuda do auxílio emergencial, que provendo renda num momento delicado para grande parte dos brasileiros contribuiu também para o consumo lácteo.

Se pelo lado do consumo no varejo esteve promissor o produtor teve e tem seus desafios na produção assim como a indústria que passa pelos seus desafios para conseguir atravessar esse período de pandemia.

No campo o grande desafio está na alimentação do rebanho principalmente dos que utilizam concentrados e silagem, os preços dos grãos estão muito atrativos e exportações dos mesmos em alta, impactando nos preços internamente assim elevando custos de produção.

Para a indústria, a falta de matéria prima e alta demanda de produção com a retomada da economia, elevou o preço de produção com isso elevando o preço para o consumidor.

O ano que começou nos dá uma certeza que o consumo existirá logo o mercado lácteo estará em plena atividade, e o que devemos esperar de 2021?

Muito trabalho para que possamos ajustar a produção com seus custos e manter uma margem positiva para fazenda não é tarefa fácil, entretanto, há alternativas e tecnologias para que possamos manter o negócio em pleno funcionamento, para isso devemos estudar o mercado, planejar a produção e por em pratica as estratégias de trabalho.

Desejamos a todas as fazendas uma excelente lactação que ao final de 2021 possamos estar todos vacinados, livres do vírus e que possamos voltar a velha normalidade o mais rápido possível.

Que o ano de 2021 seja muito melhor do que o ano que passou, para todos.

Boa lactação!

                                                                                      Lissandro Stefanello Mioso

Consultor Técnico/Comercial

Médico Veterinário

Sistema de Pulsação na Ordenha, importância de um bom funcionamento.

Um sistema de pulsação bem configurado com o funcionamento adequado nos acarreta uma série de benefícios ao rebanho e a ordenha, o que nos permite:

· Ordenhar as vacas no menor tempo possível

· Minimizar o desconforto e dor sentido pela vaca ao fim do fluxo de leite

· Minimizar o acumulo de líquidos no tecido quando não há fluxo de leite.

A obtenção de uma pulsação correta nos permite manter a alta taxa de fluxo no teto enquanto estimula o fluxo de leite. Sendo assim, o sistema de pulsação nada mais é que um dispositivo que permite mudanças cíclicas de pressão (troca de ar & vácuo) na câmara formada ao redor da teteira no interior da capa metálica. Esse diferencial de pressão faz com que a teteira abra permitindo que o leite escorra e depois feche novamente ao redor do teto, massageando o tecido e reduzindo a congestão. Além do pulsador, possuímos uma série de acessórios conectados a ele como: tubo de vácuo e seus conectores, mangueira flexível de pulsação que conecta o pulsador a câmara de vácuo entre a teteira e a capa metálica.

Relembrando que o objetivo da pulsação é limitar a quantidade de congestão e edema que ocorre nos tecidos do teto durante a ordenha mecânica e pode causar desconforto e congestão com possibilidade de danos na extremidade do teto (hiperqueratose). Uma boa pulsação estimula uma boa descida do leite.

Os pulsadores são pneumáticos podendo ser eletrônicos ou mecânicos. É importante atentar sempre para o número de coletores conectados ao pulsador pois afetará a pulsação, sendo que a pulsação pode operar de duas maneiras no teto;

*Simultâneo (4×4) o estimulo ocorre nos 4 tetos

*Alternado (2×2) alternam o estimulo em 2 em 2 tetos.

Os pulsadores simultâneos utilizam geralmente mangueiras flexíveis para conexão, com diâmetros variando entre 8-9 milímetros, já os alternados utilizam mangueiras flexíveis para conexão com diâmetros variando entre 6-8 milímetros. Essas mangueiras são de fácil identificação, no simultâneo uma via somente e no alternado 2 vias, também conhecidas como dupla do vácuo.

Para nível de melhor entendimento dividimos o funcionamento do pulsador em duas partes em um ciclo de pulsação:

Ciclo de pulsação compreende as 4 fases denominada fases A+B+C+D sendo A e B também chamadas fase do leite e a C e D fase sem leite, o que ocorre de fato é:

Fase do leite ou aberta ou fase A e B: nessa fase a câmara de pulsação entre capa metálica e teteira se encontra com vácuo, assim promovendo a abertura da teteira expondo o teto ao vácuo, o leite por diferencial de pressão onde alta pressão no úbere para o local de baixa pressão o coletor de leite que está conectado ao vácuo do sistema.

Fase do repouso ou fechado ou fase C e D: nessa fase a câmara de pulsação entre capa metálica e teteira admite ar atmosférico aumentando a pressão da câmara de pulsação para a mesma da atmosfera assim ultrapassando a pressão do vácuo interna fazendo com que a teteira colapse ou feche em torno do teto com fluxo diminuindo e até cessando por curto período.

Pulsadores possuem normalmente duas configurações que são chamadas de taxa de pulsação e relação de pulsação, a taxa de pulsação é o número de vezes que o pulsador passa por um ciclo completo de abertura e fechamento por minuto, medida em pulsos por minuto(ppm). Já a relação de pulsação é a porcentagem do tempo em que o pulsador está na fase de ordenha (aberta) em comparação com a fase de repouso (fechada).

O ajuste ideal dos pulsadores geralmente são nas faixas para taxa de pulsação de 50 a 60 ppm e numa relação de 60/40 até 70/30. Sendo que na relação de pulsação o primeiro número se refere a fase aberta e o segundo número refere a fase de fechada. Portanto a relação de pulsação ideal maximiza a duração da fase do leite, garantido tempo de descanso suficiente para evitar o congestionamento ou danos na ponta dos tetos.

Pesquisas mostram que a fase D do ciclo de pulsação deverá ser de pelo menos 150 milissegundos ou 15% do ciclo com uma taxa de pulsação de 60 ppm para oferecer descanso adequado e minimizar ou diminuir os riscos de mamite.

Manutenção dos Pulsadores:

Limpe regularmente os filtros de ar dos pulsadores, a linha de vácuo (tubo de vácuo) onde estão conectados os pulsadores não possuem conexão com a linha de lavagem devendo ser limpos ao menos uma vez a cada 12 meses e para quem oferece ração na ordenha o cuidado é redobrado. Realize a manutenção, trocas dos componentes de acordo com a instrução do fabricante. Quanto aos pulsadores eletrônicos, necessitam geralmente novos kits de funcionamento a cada 2.000 a 4.000 horas dependendo do modelo.

Falhas comuns na pulsação:

A pulsação inadequada é uma das principais causas para o baixo desempenho de ordenha ou alta incidência de mamite. Essas são ocorrências que podem auxiliar no diagnostico de falha de pulsação ou mau funcionamento do equipamento.

Taxa de deslizamento dos conjuntos de ordenha alta, deslizamento das teteiras, comportamento irritável dos animais, chutando o coletor de leite durante a ordenha, ordenha incompleta das vacas e tempos de ordenha muito longos, lentos, são sinais para verificação do sistema de pulsação.

Não é incomum observar sistemas de ordenhas com as mangueiras de leite em suas extensões muito longas, sendo esse um fator que prejudica o desempenho da pulsação. Portanto é importante sempre estar em contato com o provedor de serviço de ordenha para uma melhor regulagem e uma eficiente manutenção e evitar contratempos.

Boa Lactação!!!

                                                                                                          Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário – CRMV-RS 8457

Consultor Técnico

Sistema de Ordenha e seu Dimensionamento

Neste presente trabalho vamos abordar o sistema de ordenha, como podemos dimensionar o mesmo para que tenhamos a segurança de que os animais serão ordenhados em níveis seguros para a mantença de seu status sanitário, preservando a glândula mamaria e extraindo todo leite produzido sem causar mal-estar ao animal.

Possuímos vários componentes que compõe o sistema de ordenha, entretanto possuímos um componente que podemos chamar de “coração do sistema” que definirá o tamanho do sistema, ou seja, quantos animais podemos ordenhar simultaneamente ou quantas unidades/conjuntos de ordenha poderemos utilizar em nosso sistema de ordenha.

Estamos falando da bomba de vácuo do sistema de ordenha, que por muitas vezes é negligenciada e pode resultar em contratempos na atividade leiteira. É deste componente que depende o funcionamento dos demais.

Temos vários modelos de bombas de vácuo, por lóbulo, turbina, entretanto as mais comumente utilizadas são as rotatórias que utilizam palhetas e são lubrificadas a óleo, havendo também modelos lubrificadas a água.

Mas nesse trabalho vamos nos fixar nas rotatórias de palheta lubrificadas a óleo sendo que a capacidade de retirada de ar das bombas irá determinar a quantidade dos conjuntos de

ordenha, essa capacidade é sempre expressada em litros e geralmente às bombas usam a nomenclatura de capacidade de produção de vácuo, por exemplo:

Bomba de Vácuo 330, isso quer dizer que essa bomba produz 330 litros e se utilizarmos essa bomba em um sistema balde ao pé ao nível do mar poderemos utilizar até 3 conjuntos de ordenha. A demanda de vácuo irá se alterar conforme o tipo de sistema de ordenha, em uma ordenhadeira canalizada linha média teremos uma demanda e se for linha baixa outra demanda, para isso existe uma tabela que orienta os profissionais para a correta dimensão.

Não obstante as bombas de vácuo variam sua produção de acordo com altitude de onde está instalada, ou seja, o ar rarefeito diminui e eficácia do trabalho da bomba.

Para que as bombas funcionem as mesmas tem propulsão feitas por um motor elétrico e cada fabricante possui o correto dimensionamento do motor necessário para que a bomba trabalhe adequadamente e sem esforço desnecessário do motor. As mesmas quando ligadas por correia possuem polias tanto no motor como na bomba e existe uma tensão correta para correia assim como tamanho das polias para correta rotação da bomba.

Nas bombas lubrificadas a óleo é importante manter o correto nível de óleo para o bom funcionamento da bomba, a falta de óleo durante o uso pode comprometer a vida útil da bomba, causar desgastes das palhetas ou até mesmo superaquecimento da mesma assim danificando sua estrutura.

Outro detalhe importante que as vezes passa despercebido é quando vamos desligar o equipamento de ordenha. Como temos a retirada de ar num sentido para formação do vácuo relativo para a ordenha, ao desligar é de suma importância desacoplar os conjuntos para que haja entrada de ar para que ao desligar a bomba de vácuo a mesma não sofra um contra golpe, pois caso não procedermos desta forma o risco de danificar a bomba existe.

Portanto é de suma importância possuir uma bomba de vácuo correta para nosso sistema de ordenha uma bomba subdimensionada ou pequena para nosso sistema de ordenha vai acarretar em alguns transtornos sendo o principal a falta ou a deficiência de vácuo em níveis adequados para ordenha.

Poderá afetar o desempenho da ordenha ocasionando: quedas de conjuntos, massagem ineficiente das teteiras, volume de vácuo insuficiente para uma ordenha estável e em pulsadores mecânicos/pneumáticos afetar seu funcionamento entre outros eventos. Em sistemas de ordenhas canalizados um baixo aporte de vácuo irá prejudicar o ciclo de limpeza do equipamento inclusive.

É de extrema importância que esse aporte de vácuo seja suficiente para o correto funcionamento do sistema de ordenha. Em equipamentos onde instalarmos acessórios como extratores ou medidores de leite sempre verificar os consumos de vácuo dos mesmos, esses acessórios consomem vácuo sendo importante um levantamento de produção de vácuo atual para verificar se há produção satisfatória de vácuo para instalação do acessório caso contrario poderá ocorrer transtornos e baixo desempenho dos acessórios.

Portanto sempre mantenha seu equipamento em dia com bom plano de manutenção do sistema, com dimensionamento correto para não afetar a saúde animal e a qualidade do leite, assim evitando transtornos e prejuízos. Converse sempre com seu técnico de ordenha para ver como está o sistema e o que pode ser melhorado e receber dicas para uma maior longevidade das partes do sistema de ordenha assim evitando desembolsos desnecessários.

Boa Lactação a todas as fazendas!

Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário – CRMV 8457

Consultor Técnico

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