Leite, onde tudo começa!

Esse mês de julho mais precisamente no dia 12/07 comemoramos uma data muito especial o “Dia Nacional do Produtor de Leite”, pessoas dedicadas e comprometidas com seu trabalho e propósito.

Produtor de Leite

Geralmente uma vocação passada em família de geração após geração, mas também composta por pessoas que se encontraram e se apaixonaram pela pecuária leiteira fazendo dela seu modo e estilo de vida. Sim, produzir leite pode ser considerado um estilo de vida, pois são 365 dias de dedicação, sem feriados e finais de semanas, mas a realização é vista nos olhos e nas conversas de quem se dedica a essa atividade.

Essa dedicação do homem do campo possibilita e propicia uma enormidade de oportunidades gerando emprego e renda a milhares de pessoas envolvidas na cadeia do leite. Seja antes ou depois da porteira, sua cadeia produtiva é extremamente importante para economia do Brasil. Além de ser um alimento muito saudável e nutritivo.

A produção leiteira evoluiu muito acompanhando os tempos modernos de hoje. Conta com ordenha robótica, sistemas de gestão eletrônicos etc. Bem diferente dos primórdios da atividade. Sistemas de criação estabulados, sistemas de resfriamento de vacas, todas as tecnologias para otimizar a produção e maximizar os lucros da atividade. A medicina veterinária evoluiu com exames mais rápidos e precisos como ultrassom e tratamentos mais eficientes e assertivos e com grande incremento na reprodução animal.

Inabor

Hoje o animal praticamente não vai mais a busca da comida, pois conseguimos desenvolver sistemas para produção e alimentação animal muito eficientes, o que mostra a grande habilidade das pessoas envolvidas, porque precisam compreender o bem-estar, produção, reprodução e saúde animal. Não obstante entender de agricultura, arar, plantar, colher, processar e alimentar os animais.

Por toda essa complexidade só nos resta agradecer e parabenizar cada produtor brasileiro de leite e me sinto muito grato, pois este foi o setor que me acolheu e onde desenvolvo meu trabalho.

Com isso me recordo de uma citação feita por um radialista norte-americano, Paul Harvey, que citou o seguinte texto no intervalo de um grande evento esportivo nos Estados Unidos, que penso ser uma homenagem ideal a todos os produtores rurais:

E no oitavo dia, “Deus olhou para baixo, viu o paraíso que havia planejado”.

“E disse eu preciso de um zelador”!

Então Deus criou o Produtor Rural

Deus disse “Eu preciso de alguém disposto a levantar antes do amanhecer ordenhar as vacas, trabalhar no campo o dia todo, ordenhar as vacas de novo, jantar e em seguida ir para cidade e ficar até tarde da noite em uma reunião do conselho de classe escolar”.

Deus disse “Eu preciso de alguém disposto a passar a noite ao lado de um potro enfermo e vê-lo morrer”. Depois secar os olhos e dizer “Quem sabe ano que vem”.

Eu preciso de alguém que saiba moldar o cabo de um machado com um pedaço de madeira, ferrar um cavalo, fazer um arreio usando sisal, sacos de ração e solas de sapato.

Alguém que em períodos de plantio e colheita irá finalizar sua semana de trabalho de 40 horas na terça-feira meio dia e logo em seguida trabalhar mais 72 horas.

Deus disse “Eu preciso de alguém forte suficiente para derrubar árvores e limpar baias, mas ao mesmo tempo gentil o suficiente para criar cordeiros, desmamar leitões e cuidar de frangos alguém que irá parar seu trator por uma hora para cuidar de um animal ferido”.

“Alguém que arasse a terra de forma profunda e reta com perfeição, alguém para semear, combater ervas-daninhas, adubar, arar, plantar tosquiar e coar o leite”.

Alguém que manteria uma família unida através de laços fortes, que iria rir e suspirar e depois responder com os olhos sorridentes, quando o filho dissesse que quer passar sua vida “fazendo o que o pai faz”.

 Muito obrigado produtor rural, e em especial aos nossos amigos produtores de leite!

Texto: So God made a farm/ Paul Harvey

Tradução livre.

Boa Lactação!                                                                  

Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário / Consultor Técnico

Este é um conteúdo de Inabor.

Leite além da Vaca

Normalmente tratamos de assuntos técnicos sobre o sistema de ordenha. Desta vez, aproveitando o mês de Junho (1° de Junho é o dia Mundial do Leite) vamos falar sobre esse alimento que é tão importante, nutritivo e está na vida de todos.

Inabor

Nesse texto a proposta e verificar as inúmeras espécies domesticadas, que podemos utilizar para produzir esse precioso alimento. Sendo assim, abordaremos além do leite de vacas, os leites de cabras, ovelhas e búfalas conhecendo um pouco mais das suas aplicações e possibilidade de mercado, tentando mostrar um pouco sobre outros cenários de produção que podem ser explorados.

Leite de vaca

Leite de Vaca: é o predominante devido a sua capacidade de produção e de rebanho no Brasil. O leite produzido por esses animais é uma rica fonte de proteínas, carboidratos e cálcio. Apresenta ainda vitaminas A, D e K além de gorduras saturadas e insaturadas. Existem pessoas com intolerância a lactose, a lactose é o açúcar do leite que pode causar transtornos digestivos, entretanto já há tecnologia para isentar esse carboidrato.

Há novidades no setor como a produção de leite orgânico, que segue algumas regras definidas que já dá sinais de ser um novo nicho de mercado e o leite A2 já em franca expansão, tendo como características marcantes a produção da proteína beta-caseína A2 e não A1 e A2 como de costume. Possuindo como “vantagem” de evitar o mal estar de má digestão em certas pessoas. Já há muita informação sobre esse leite no site Milkpoint e outros especializados com maiores detalhes.

O leite de vaca é rico em nutrientes, vitaminas e minerais, dos quais se destaca o cálcio, mineral mais importante para a saúde dos ossos e prevenção de doenças como a osteoporose. Além disso, possui em sua composição fósforo, potássio, vitamina B2, vitamina B12, vitaminas A, D, E e K, sódio e magnésio. O leite de vaca contém ainda proteínas de alto valor biológico e energia que ajudam na regeneração, crescimento e fortalecimento dos músculos.

Alimentos produzidos derivados do leite de vaca são variados, além do próprio leite, queijos, iogurte, requeijão, sorvete, doce de leite, manteiga, ricota, etc.

Leite de búfala

Leite de Búfala: Os búfalos são animais dóceis e do leite bubalino cria-se um dos queijos mais nobres do mundo: a mozzarella de búfala. O Brasil possui hoje o maior rebanho do Ocidente, são aproximadamente 3 milhões de cabeças. Um número impressionante. 

O leite desse animal é riquíssimo em proteína, gordura e carboidratos ao compararmos com o leite de vaca, possui 59% mais cálcio e o índice de gordura bem mais elevado que o de vaca propiciando a esse leite um alto rendimento para obtenção de derivados.

Um derivado de grande destaque do leite de búfala, além da mozzarella, é o queijo tipo “Burrata”, de textura ímpar. O mercado, segundo a associação de criadores, apresenta crescimento de procura da ordem de 20 a 30% ao ano. O Grande desafio do setor é a sazonalidade da produção, o que dificulta o comercio e a produção do produto.

O consumidor que quer aproveitar essa dica pode encontrar sua fonte de cálcio não só na mozzarella ou no leite de búfala, mas também em uma gama de alimentos que hoje são feitos exclusivamente com leite de bubalinos: ricota, coalho, burrata, manteiga ou frescal. São muitas opções.

Leite de cabra

Leite de Cabra: é um leite muito similar ao de vaca, entretanto através de pesquisa se constatou que os glóbulos de gorduras do leite desse animal eram menores que os de vaca, por isso facilita a digestão, entretanto os demais itens estão presentes como no de vaca. Outro fator que difere um pouco é sua coloração sendo bem branca devida ausência de betacarotenos que dão um toque levemente amarelado no leite de vaca. 

Uma das mais importantes características do leite de cabra está ligada à sua melhor tolerabilidade, em comparação ao leite de vaca, sendo amplamente indicado no tratamento das alergias da infância. Devido a estas características, é cada vez mais prescrito por nutricionistas e médicos, principalmente pediatras.

Sua produção é mais regionalizada tendo destaque no nordeste brasileiro e de forma pouco profissionalizada o que dificulta o crescimento desse alimento no mercado. Possui um cheiro a sabor mais acentuado e por vezes sofre certa resistência e a falta de hábito do consumidor brasileiro com esse produto.

Pode-se encontrar queijos, Iogurte, doce leite, manteiga e derivados produzidos com queijo de cabra.

Leite de ovelha

Leite de Ovelha: acredito que esse é o leite de menor familiaridade dos consumidores brasileiros. Talvez devido ao seu alto custo de produção e do animal produzir pouco volume, exista menos investimentos nessa cadeia não havendo grande oferta desse produto no mercado. O leite produzido é riquíssimo, tendo como característica marcante a alta concentração de gordura e lactose proporcionando a esse alimento um aspecto mais viscoso e adocicado. Hoje o grande foco está na produção de derivados especiais como queijos e iogurtes, aqui damos destaque ao original iogurte grego produzido com leite de ovelha não necessitando de processo complementar para produzir oaspecto cremoso e firme característico desse produto. 

Em comparação ao leite da vaca, ele tem uma coloração mais branca e contém 50% a mais de cálcio. O nutriente é essencial em tratamentos e na prevenção de osteoporose, bem como na formação óssea de crianças e adolescentes. Outros minerais também são encontrados em maior quantidade no tais como: potássio, manganês, sódio, cobre, zinco e fósforo.

Alguns queijos como feta, pecorino e samsoe são os mais conhecidos produzidos com o leite de ovelha, assim como o Iogurte.

A ideia do texto foi de fazer um breve passeio sobre os tipos de leite e destacar alguns pontos em cada espécie animal mais comum no Brasil, em outros países o leite também é consumido de outros animais como os Camelos na região do oriente médio e os Alces na Rússia.

No Brasil, para todas espécies encontramos equipamentos de ordenhas com teteiras especialmente desenvolvida para cada tipo de animal, o que possibilita mecanizar a produção da mesma forma como é feito com o leite de vaca, facilitando a ordenha e profissionalizando a atividade. Para saber mais, clique aqui.

Leite é um alimento saudável e nutritivo, importante fonte de cálcio como de outros nutrientes e ainda produz uma série de derivados nutritivos e saborosos ampliando sua gama de produtos no mercado. #BEBAMAISLEITE

Boa Lactação!

Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário / Consultor Técnico

Importância de manutenção/troca das mangueiras no Inverno

Inverno chegando, estamos no mês de maio e nos três estados do sul principalmente, já se avizinha o frio, que é bem rigoroso em relação aos demais estados do Brasil. As temperaturas mais baixas atingem os turnos de ordenha durante a manhã e no fim da tarde, a grande maioria das fazendas fazem duas ordenhas no Brasil, algumas (as maiores) até três por dia.

Inverno

Geralmente na parte da manhã o sol está nascendo e não tem tempo hábil para esquentar o ambiente. O mesmo fenômeno ocorre na ordenha da tarde, entretanto com o sol se pondo e o frio aumentando para a noite.

Esse clima interfere no sistema de ordenha, não na parte metálica, mecânica do sistema, mas nas partes não constituídas de aço, como as teteiras e mangueiras, onde algumas ações são fundamentais para que não tenhamos inconvenientes na hora de ordenhar.

Inabor

Se tratando dos equipamentos que utilizam mangueiras de PVC, que na grande maioria são as mais usuais nas propriedades rurais do Brasil, tendo sido a última troca nos meses de Outubro ou Novembro estão com as mangueiras no limite de uso, não esqueçamos que a substituição deve ocorrer até os seis meses no máximo (ou 2500 ordenhas o que ocorrer antes) após a instalação das mangueiras. A mangueira de PVC sofre bastante agressão, tanto química como física durante o uso, como a passagem de leite, a agua quente, o detergente químico, o vácuo, o arrasto e flexões durante o manuseio da mesma.

Mangueira resistente

Devido a isso com o tempo a mangueira vai perdendo suas propriedades de resistir podendo se tornar rígida, quebradiça ou desgastada devido a fissuras internas pelo tempo excessivo de uso. Para que se evite esse inconveniente e com a proximidade do inverno, com temperaturas externas oscilantes baixas e com choque do leite a 37ºc e água quente de lavagem 60ºc – 70ºc, são extremamente agressivos as mangueiras é interessante providenciar essa manutenção conforme sugestão abaixo:

  • Mangueira para leite cristal – substituição a cada seis meses ou 2500 ordenhas (o que ocorrer antes).
  • Mangueira para o vácuo – substituição a cada um ano ou 5000 ordenhas (o que ocorrer antes).

Todavia, antes de adquirir as novas mangueiras certifique-se do diâmetro da mesma para melhor encaixe ao coletor e ao equipamento de ordenha. A Inabor comercializa três diâmetros para mangueira do leite em PVC:

  • Mangueira do leite 14.5 mm – para coletores com diâmetro externo de conexão do coletor for até 16 mm
  • Mangueira do leite 15.5 mm – para coletores com diâmetro externo de conexão do coletor for até 19 mm
  • Mangueira do leite 19 mm – para coletores com diâmetro externo de conexão do coletor for até 21 mm uso para ordenhadeiras linha baixa.

Na linha de vácuo no mês passado falamos sobre nova composição para mangueiras de vácuo, as mangueiras emborrachas que trouxe um custo/benefício muito interessante devido as constantes altas do PVC, se ficou interessado, clique aqui e dê uma olhada nesse texto está publicado aqui e no site da Inabor.

A Inabor ainda dispõe de uma linha especial de mangueiras para o leite, são dois compostos distintos uma fabricada com silicone e outra com uma mescla de tecnologia chamada de dupla camada. 

A mangueira de silicone possui excelente aplicabilidade sendo muito indicada para esse fim, entretanto o custo da mesma por vezes assusta, é fabricada 100% de silicone, material nobre e importado, mas ela possui suas vantagens técnicas tendo como uma das mais importantes sua durabilidade, resistência a agressões térmicas e químicas, maior facilidade de lavagem, podendo ser substituída uma vez ao ano ou 5000 ordenhas (o que ocorrer antes). São muito utilizadas em países da Europa e América do Norte (USA e Canadá), por resistirem muito bem ao frio rigoroso.

A outra mangueira da linha, utiliza-se de dois materiais constituído na dupla camada com mais resistência que o PVC usual as agressões térmicas e químicas do uso, também promovendo maior durabilidade a mangueira sendo necessária a substituição uma vez ao ano ou 5000 ordenhas (o que ocorrer antes). Relação custo/benefício da mangueira Dupla Camada, pode-se dizer que fica no meio termo entre as mangueiras de PVC e de Silicone.

Mangueira dupla camada

Por último, mas não menos importante que as demais mangueiras abordadas nesse texto estão às mangueiras de transferência do leite, essa peça é responsável por transferir o leite da sala de ordenha ao resfriador por vezes são longas acimas de 6 metros e requer uma atenção especial, pois sofrem bastante manuseio e podem se danificar com o tempo como as demais sendo necessária a substituição a cada seis meses se necessário.

A Inabor possui dois diâmetros desta mangueira sendo ela lisa e não corrugada e sem armação:

  • Mangueira de transferência de 1 polegada
  • Mangueira de transferência de 1.1/4 polegada

Todas as linhas de mangueiras para ordenha da Inabor, seja para leite, vácuo ou condução de fluídos são produzidas com materiais totalmente isentos de ftalatos. Na produção de mangueiras para leite, é utilizado um material nobre que, além da ausência de plastificante ftalatos, é totalmente atóxico e indicado para uso em contato com alimentos. A fabricação das mangueiras segue um rígido padrão de processo produtivo conforme Sistema de Gestão da Qualidade, certificado pela Norma ISO 9001:2015.

Sempre bom lembrar algumas recomendações de uso para a integridade e durabilidade das mangueiras:

– Armazenar protegendo da luz solar, umidade e temperaturas elevadas.

– Realizar a limpeza após o uso, conforme normas de boas práticas de ordenha e com produtos certificados.

– Evitar choque de temperatura (quente/frio) durante a lavagem.

– Temperatura de uso entre min -5° máx 60°.

– Certificar qualidade da água na limpeza (já abordamos um texto sobre este assunto), clique aqui e acesse.

– Evitar arrastar as mangueiras no chão.

Fique atento, se realizou a última troca nos meses de Outubro ou Novembro, procure seu técnico de ordenha e providencie as trocas para evitar inconvenientes antes do frio chegar com maior intensidade.

Boa Lactação!

Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário / Consultor Técnico

Reduza custos com qualidade: conheça a nova linha de mangueiras Inabor

Mangueiras Ultra

Sabemos dos desafios impostos pela Pandemia em todo o mundo e em todos os setores, isso acabou desestabilizando boa parte da economia e da população.

Em uma rápida visualizada nos dados do setor de leite verificamos o impacto causado pelos custos, principalmente pelos preços dos grãos da alimentação animal e também o consumo que foi afetado, devido à queda de renda de grande parte da população, seja pela falta de emprego ou pelas restrições causadas pela pandemia, que levou muitos empresários a fecharem os seus próprios negócios.

As indústrias vem sofrendo constantes desafios nesse período de pandemia e não sabemos exatamente até quando vai durar, seja pela falta de matéria prima no mercado e principalmente por excessivos reajustes de preços que os fornecedores vem repassando durante esse período, seja pela escassez, pela alta do dólar, pela alta demanda de matéria prima, enfim, diversos fatores que acabam sempre resultando em elevação de preços.

Inabor 1981

A Inabor diante desse quadro junto com seu departamento técnico foi em busca de alternativas para fabricar uma nova linha em seus produtos, com o intuito de buscar materiais que se adequassem a aplicação e que tivessem vantagens, sempre pensando na qualidade, mas também com grande preocupação no valor final.

Todas as linhas de mangueiras para ordenha da Inabor, seja para leite, vácuo ou condução de fluídos são produzidas com materiais totalmente isentos de ftalatos. Na produção de mangueiras para leite, é utilizado um material nobre que, além da ausência de plastificante ftalatos, é totalmente atóxico e indicado para uso em contato com alimentos. A fabricação das mangueiras segue um rígido padrão de processo produtivo conforme Sistema de Gestão da Qualidade, certificado pela Norma ISO 9001:2015.

A linha de mangueiras da Inabor, já contava com mangueiras de PVC e Silicone e, na linha de mangueira do leite também com a Mangueira “Dupla Camada”. Como é do conhecimento de todos, o preço do PVC disparou durante esse último ano. Com isso a Inabor foi atrás de uma opção alternativa e desenvolveu a linha de mangueiras “emborrachadas”, produto que sempre foi muito solicitado pelos clientes, mas que não tinha sido desenvolvido no passado por seu custo ser elevado. Porém, devido à elevação no preço do PVC e Silicone, agora foi possível desenvolver com um custo competitivo essa linha de mangueiras emborrachadas, também totalmente isentas de ftalatos, as quais tem as suas vantagens em relação as mangueiras de PVC:

  • Menor ressecamento
  • Melhor encaixe
  • Melhor mobilidade
  • Melhor durabilidade
Mangueiras

As mangueiras emborrachadas estão disponíveis nos modelos: 

  • Fina do vácuo  
  • Dupla do vácuo 
  • Grossa do vácuo

*Sempre bom lembrar, sobre as trocas das mangueiras conforme protocolo, o indicado para as mangueiras de leite é sempre trocar a cada 6 meses ou 2500 ordenhas (quando de PVC) o dobro do tempo para as mangueiras de Silicone. Para as mangueiras do vácuo, podem ser trocadas 1 vez por ano ou 5000 ordenhas. Apesar das mangueiras emborrachadas terem uma maior resistência é bom sempre respeitar essa periodicidade de trocas.

Consulte sua revenda sobre essa novidade que poderá resultar num bom resultado na ordenha, com um bom custo benefício, em meio a mais um ano tão desafiador.

Boa Lactação!!!

Lissandro Stefanello Mioso

Médico Veterinário – CRMV-RS 8457

Consultor Técnico 

Importância da Manutenção do Equipamento de Ordenha

Neste texto abordaremos um assunto técnico, porém, trazendo uma linguagem direta para um fácil entendimento de todos os leitores. Todos os processos produtivos, independente do segmento são formados por várias etapas, sendo cada etapa de extrema importância para resultado do processo como um todo.

Na pecuária de leite não é diferente, possui várias frentes que devem ser observadas, como o cuidado com os animais, as principais estrelas da propriedade, mas também no que tange a sua alimentação, tendo aqui preocupação com preparo da terra, semeadura, desenvolvimento, colheita e armazenagem.

Inabor 1981

No leite, temos nossa colheita realizada diariamente e geralmente em dois turnos, em alguns lugares até três turnos, entretanto o cuidado com um dos equipamentos mais utilizados por vezes se encontra esquecido ou é protelado as suas necessidades de manutenção, veremos a seguir.

Não é incomum encontrar pelo Brasil ordenhadeiras mecânicas instaladas de maneira que privilegiam a operação por parte dos ordenhadores esquecendo a necessidade do animal para um bom desempenho da ordenha. As salas de ordenha muitas vezes são prédios adaptados e não projetados para um bom funcionamento, com bom fluxo para os animas, para a ergometria do operador, assim otimizando a funcionalidade da ordenha.

Ordenha

Conhece-se o principio do funcionamento da ordenha mecânica que trabalha por diferença de pressão, assim conseguindo quebrar a pressão do úbere e extrair o leite, sendo que a ausência de ar nas tubulações é produzida pela bomba de vácuo que já falamos em outro texto, mas vale lembrar que o tamanho da bomba dependerá do numero de conjuntos de ordenha que iremos utilizar, mais informações sobre bomba de vácuo veja em outro texto já publicado aqui no site (Sistema de Ordenha e seu Dimensionamento).

O principal combustível da ordenha é ausência de ar, ou produção de vácuo relativo na tubulação, para que possamos extrair o leite devemos alternar o vácuo com ar. Isso gera uma simulação de massagem e o leite é extraído sem agressividade ao teto do animal.

Pulsador

Neste momento entra em ação um componente muito importante, o pulsador. Esse dispositivo é responsável em alternar o vácuo/ar,promovendo abertura e fechamento da teteira no teto do animal e o que devemos saber é o seguinte:

Todo pulsador para alternar a pressão, sejam eles alternados ou simultâneos, estão ligados à rede principal de vácuo e ambos são conectados aos coletores por mangueiras. Nos alternados elas são duplas e nos simultâneos são simples, em ambos os sistemas a capacidade de alternar vácuo/ar é limitada em decorrência da capacidade dos pulsadores produzirem um pulso até a teteira. Como já vimos em textos anteriores, para facilitar a operação são utilizadas mangueiras compridas que alcancem os animais mais distantes, geralmente em sistemas balde ao pé que ainda é o mais utilizado no Brasil, mas também não raro ver em ordenhas canalizadas linha média, aquela em que o mesmo conjunto de ordenha atende os dois lados da sala de ordenha pendulando de um lado a outro conectado ao tubo do leite no centro do equipamento ou do fosso de ordenha.

Ordenha e mangueiras

O pulsador tem conexão com a mangueira de um diâmetro de 7,0 mm no alternado e 9,5 mm no simultâneo, mas por que isso importa?

O pulsador conseguirá alternar vácuo/ar de forma a levar um pulso até a teteira se a mangueira estiver com comprimento máximo de 2,80 a 3,00 metros, caso for maior a perda de efetividade aumenta a cada aumento do comprimento da mangueira, assim não contribuindo para uma boa massagem, causando por fim uma ordenha de baixa qualidade podendo vir afetar a saúde animal e por consequências causar prejuízos.

As mangueiras sofrem desgastes durante o tempo de uso e as mesmas devem estar integras, pois aqui temos vácuo/ar alternado, se houver uma entrada de ar seja nas conexões ou rachadura, quando deveríamos possuir um vácuo estável, com entrada de ar já não possuímos mais e por consequências prejudicamos o trabalho da teteira e por fim o animal é quem sente.

O mesmo pode ocorrer na mangueira de leite que está conectada ao coletor de leite e ao tarro/latão, ou tubo de leite e levam o leite através da força do vácuo, se a mesma estiver muito comprida e tiver voltas (loops) a eficiência do despacho do leite cai bastante e o tempo de ordenha aumenta bastante expondo o teto ao vácuo por mais tempo que o necessário.

Observem, que falamos de mangueiras e comprimentos das mesmas como afetam o desempenho do equipamento de ordenha, isso gera os famosos “boletos invisíveis” pagamos sem saber onde está o gargalo.

Portanto, a correta instalação e manutenção do equipamento de ordenha são imprescindíveis para uma boa colheita de leite, pois podemos estar diminuindo a eficiência em outras frentes como genética, nutrição e sanidade do rebanho, por falta de atenção ou até desconhecimento de fatores simples que podem interferir em nossos resultados finais da produção de leite.

Avaliação dos parâmetros de equipamentos de ordenha

Realizar as trocas dos componentes dentro dos prazos e de maneira correta, auxilia em muito o desempenho do equipamento de ordenha e por isso a importância da manutenção. Os técnicos de ordenha hoje em dia podem scannear o equipamento de ordenha durante a ordenha, ou seja, em tempo real e avaliar os parâmetros dos equipamentos e realizar ajustes necessários, melhorando o desempenho do equipamento e preservando a saúde animal,evitando assim prejuízos na produção.

Boa lactação!

Lissandro Stefanello Mioso

Consultor Técnico/Comercial

Médico Veterinário